terça-feira, 30 de dezembro de 2008

UM NOVO JARDIM EM 2009!

http://cache01.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos//68/6e/26/16557_0001edx7.jpg

Desde pequenina gosto de jardins. Aprendi com os olhos verdes de mamãe a contemplar as cores, formas e texturas que os compõe.
Em nossas viagens, se deparávamos com espécies de plantas desconhecidas, logo ela dizia:
- Filha, despista o guardinha que eu quero pegar uma muda!
E eu, adolescente aflita, respondia:
- Mas mãe, nós não podemos pegar nada... as pessoas vão ver... o que vão pensar?
- Vão pensar que eu cultivo um jardim!

Não tinha jeito! Eu me tornava cúmplice daquela aventura proibida. A alegria de menina que a contagiava era suficiente para que eu participasse de suas pequenas infrações.
Assim, ela dedicou-se à muitos jardins. Não plantou apenas flores ao longo de sua vida. Espalhou sementes do amor, da tolerância, da solidariedade, da abdicação, da humildade, das palavras de paz e reconciliação, do perdão e da delicadeza. E foi ela mesma, dentre a vastidão de formosura e agradáveis fragâncias das flores, a mais bela e perfumada.


DESEJO PARA VOCÊS AMIGOS, EM 2009, AS MAIS LINDAS FLORES, E A CAPACIDADE DE ENXERGAR BELEZA ATÉ NOS "ARBUSTOS" DA VIDA. ESPALHEMOS AS SEMENTES DO AMOR, DA PAZ E DO PERDÃO. ARRANQUEMOS AS ERVAS DANINHAS DO EGOÍSMO. E VEJAMOS FLORESCER UM FORMIDÁVEL JARDIM!
COM CARINHO

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

NATAL, SAUDADES E SONHOS

Super Mensagens

Natal tem as cores de um mês feliz. Quantas boas memórias nos invadem e trazem o sabor e as delícias da infância!
A casa enfeitada, a mãe no preparo dos quitutes, o cheiro do peru no forno, o pai a esperar os convidados. Na noite do Natal, casa cheia e feliz, rostos amigos e familiares, comilança, troca de presentes, palavras de carinho e a espera do Papai Noel.
Em 1989 papai já não estava presente. O Natal foi comemorado com lágrimas e perguntas que nunca tiveram respostas. Mas, as cores e cheiros eram os mesmos, permeados por instantes de saudade. Aos treze anos descobri que as comemorações natalinas podem ser amargas e doces ao mesmo tempo.
A partir de 1990 começamos a comemorar o Natal com a família da mamãe. Tias, tios, primos, risos e gargalhadas, novos cheiros e sabores. Os primeiros netos trouxeram alento ao coração da mamãe, e ela tornou a desfrutar a vida com a avidez de uma adolescente apaixonada. As festas eram alegres, cheias de música, vinho, histórias, brincadeiras de crianças, mensagens de ânimo.


Infelizmente, 1999 foi nossa última ceia. Lembro-me bem da casa toda enfeitada, mamãe empenhada no preparo das iguarias, o som da chuva fininha a cair, as palavras de carinho, a oração sobre o amor feita por mamãe. Em Outubro de 2000, ela teve um encontro repentino com a morte. Aos 24 anos descobri que o Natal pode ter o cheiro insuportável dos que morreram, as palavras de esperança podem tornar-se inaudíveis, as luzes sem brilho.


A dor amenizou com o passar dos anos. Veio o casamento, vieram os filhos e também os novos "Natais". Agora, enfeitamos (eu e o Dá) nossa árvore com a ajuda das crianças. Compramos os presentes, cozinhamos juntos, enviamos cartões às pessoas que amamos, ouvimos Christmas Songs da Diana Krall, e comemoramos com quem está por perto. Brindamos juntos nossos sonhos, lembranças e conquistas.


Tudo isso para dizer que o cenário mudou, as pessoas amadas se foram, experimentamos dias bons e maus, mas o Natal... ah.... o Natal continua e sempre será maravilhoso. É nostálgico, cheio de sonhos de criança, repleto de esperanças inocentes, mas é inevitavelmente maravilhoso. Amamos essa época, a magia, as fragrâncias, os odores, as canções, os símbolos, o querido Jesus, os recados cheios de amor, o tintinar das taças com som de festança, os presentes e as presenças. Amamos as comemorações exageradas, fartas e emotivas. Amamos o dia seguinte, a comida requentada, a casa bagunçada, a preguiça com gosto de vinho amanhecido.


Imbuídos desse sentimento, desejamos à todos vocês que tem nos acompanhado nesse sonho, um Natal de alívio para quem está cansado, um Natal de felicidades para quem está satisfeito, um Natal de vigor para quem está desanimado, um Natal de alento para quem está triste. Não deixe sua árvore sem enfeites, não deixe o sonho de menino(a) esvaecer. De fato, nada muda ao nosso redor, mas nós podemos mudar algo dentro de nós mesmos. Firmes em nosso sonho... o Canadá. Firmes nessa árdua caminhada... que é a vida.

sábado, 13 de dezembro de 2008

MEMELICIOUS AOS 3


Filhos nos ensinam a amar incondicionalmente.
Filhos nos resgatam do nosso poço profundo do egoísmo.
Filhos nos fazem calar e repensar nossas palavras várias vezes ao dia.
Filhos nos mostram o caminho da simplicidade e a beleza que há em seu percurso.
Filhos nos alimentam com amor, nos embebedam com sua espontaneidade, nos desarmam com seu olhar terno.
Filhos nos recompõe com um abraço, nos revigoram com um beijo.
Filhos despertam em nós uma ferocidade desconhecida, uma coragem avassaladora.
Nossa filha fez 3 aninhos ontem. E, fez-me relembrar a alegria e paz que senti ao vê-la pela primeira vez. Fez-me enxergar que aprendo com ela muito mais que ensino.
Aimê, que significa muito amada, na verdade tem significado para mim "muito amor". Nada melhor do que chegar em casa e ver aqueles bracinhos abertos me esperando.

PARABÉNS FILHOTA!! TE AMAMOS IMENSAMENTE.

P.S.: Memelicious é o apelido da Aimê!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

AMIZADE SEM FRONTEIRAS


Linda e Steve são dois bons e especiais amigos.
Americanos apaixonados pelo Brasil e suas cores, nos dão o agrado de sua presença uma ou duas vezes ao ano.
Amam churrasco, arroz com feijão, picanha, Skol, pão-de-queijo, nossas frutas frescas e saborosas. Fugitivos do frio, deliciam-se com o Sol do verão brasileiro. Acham interessantes alguns costumes, apreciam Caetano e Jobim, sentem-se lisonjeados com nossa hospitalidade.
Eu, que na adolescência era arredia a tudo que era americano e advindo daquele país imperialista, tive que passar meus primeiros 3 meses de casamento morando na casa dos Elkins. Êta ironia do destino! Tive que engolir a " cultura imperialista" a seco.
Mas, para meu espanto, a casinha azul de madeira, na pequenina e quieta Bourbonnais, uma cidadezinha ao norte de Illinois, era "full of love". Tanto amor que derreteu todo meu preconceito. Tanto amor que calou todo meu discurso antiimperialista. Tanto amor que abriu meus olhos e possibilitou-me ver os seres humanos por trás da "carcaça" americana. Um amor que ensinou-me sobre respeito, dignidade, responsabilidade, patriotismo e altruísmo.
São inegáveis as ações selvagens do governo americano para dominar e explorar outros países, mas é insensato atribuir a todo e qualquer cidadão americano a culpa por esses atos. Insensato também é odiar um povo sem uma convivência íntima que possibilite conhecer sua cultura, seu modo de pensar e seu dia-a-dia.
Hoje, com meus olhos lapidados pela vida, consigo enxergar algo além do que as lentes do preconceito me permitiam. Sr. e Sra. Elkins tornaram-se nossa família. E juntos aprendemos a tolerar nossas diferenças e celebrar uma amizade sem fronteiras.





Web Counter