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sábado, 31 de janeiro de 2009

Late Show with Dario Letterman

Enzo Passarini, 4 anos, é entrevistado e nos conta seus planos, sonhos e expectativas em relação à sua mudança para o Canadá.

FrozenBossaNova - Enzo, porque o Canadá?
Enzo - É... porque lá tem neve.

FBN - E você gosta de neve?
E - Gosto muito, porque é legal de brincar de guerrinha de neve.

FBN - Qual cidade você vai morar no Canadá?
E- Vancúver

FBN - Do que você vai sentir mais falta aqui do Brasil?
E - Do meu vô, da minha vó, mas não precisa... (coça o olho, disfarçando o choro), porque vou morar perto de outra vó minha (Linda - Bourbonnais). Também vou sentir falta da tia Lú, dos meus primos, da nossa casa, só isso...

FBN - O que você mais gosta de fazer no Brasil?
E - Ir no shopping com Boliche, ir na casa do tio Cacá, da nossa piscina do condomínio, do Monte Líbano (Clube).

FBN - E no Canadá? O que você mais vai gostar de fazer?
E - Brincar de neve e comprar brinquedos e não precisa gastar dinheiro porque minha mãe falou que lá é tudo mais barato que aqui. Com R$11,00 dá pra comprar muita coisa.

FBN - Quais são as cores da bandeira do Canadá em inglês?
E - Red e uma folha red e também uaite (white)!!!

FBN - Qual desenho canadense você assite aqui no Brasil?
E - Caillou, Henry e eu assistia o Pocoyo, mas não passa mais, acho que passa só no Canadá.

FBN - E, a pergunta final. Você quer realmente ir pro Canadá?
E - Siiiiiiiiiiiiiiiiimmmm.

Agora, o Enzo digitará as palavras finais da entrevista:
enzo aime^ 45....30214353106
464690876^

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

AINDA DE FÉRIAS

Queridos amigos
Uma passadinha rápida só para dizer que as crianças ainda estão de férias... e não sobra tempo para postar ou comentar os outros posts, apenas conseguimos dar uma espiadela rápida, e olhá lá.
As pesquisas sobre o Canadá também estão paradas, mas logo voltaremos a compartilhá-las. Fomos para Brasília passar o Natal com minha família (Lá), e depois viajamos para Campos do Jordão, afinal amamos um friozinho.
Algumas fotos para vocês.
Abração





terça-feira, 23 de dezembro de 2008

NATAL, SAUDADES E SONHOS

Super Mensagens

Natal tem as cores de um mês feliz. Quantas boas memórias nos invadem e trazem o sabor e as delícias da infância!
A casa enfeitada, a mãe no preparo dos quitutes, o cheiro do peru no forno, o pai a esperar os convidados. Na noite do Natal, casa cheia e feliz, rostos amigos e familiares, comilança, troca de presentes, palavras de carinho e a espera do Papai Noel.
Em 1989 papai já não estava presente. O Natal foi comemorado com lágrimas e perguntas que nunca tiveram respostas. Mas, as cores e cheiros eram os mesmos, permeados por instantes de saudade. Aos treze anos descobri que as comemorações natalinas podem ser amargas e doces ao mesmo tempo.
A partir de 1990 começamos a comemorar o Natal com a família da mamãe. Tias, tios, primos, risos e gargalhadas, novos cheiros e sabores. Os primeiros netos trouxeram alento ao coração da mamãe, e ela tornou a desfrutar a vida com a avidez de uma adolescente apaixonada. As festas eram alegres, cheias de música, vinho, histórias, brincadeiras de crianças, mensagens de ânimo.


Infelizmente, 1999 foi nossa última ceia. Lembro-me bem da casa toda enfeitada, mamãe empenhada no preparo das iguarias, o som da chuva fininha a cair, as palavras de carinho, a oração sobre o amor feita por mamãe. Em Outubro de 2000, ela teve um encontro repentino com a morte. Aos 24 anos descobri que o Natal pode ter o cheiro insuportável dos que morreram, as palavras de esperança podem tornar-se inaudíveis, as luzes sem brilho.


A dor amenizou com o passar dos anos. Veio o casamento, vieram os filhos e também os novos "Natais". Agora, enfeitamos (eu e o Dá) nossa árvore com a ajuda das crianças. Compramos os presentes, cozinhamos juntos, enviamos cartões às pessoas que amamos, ouvimos Christmas Songs da Diana Krall, e comemoramos com quem está por perto. Brindamos juntos nossos sonhos, lembranças e conquistas.


Tudo isso para dizer que o cenário mudou, as pessoas amadas se foram, experimentamos dias bons e maus, mas o Natal... ah.... o Natal continua e sempre será maravilhoso. É nostálgico, cheio de sonhos de criança, repleto de esperanças inocentes, mas é inevitavelmente maravilhoso. Amamos essa época, a magia, as fragrâncias, os odores, as canções, os símbolos, o querido Jesus, os recados cheios de amor, o tintinar das taças com som de festança, os presentes e as presenças. Amamos as comemorações exageradas, fartas e emotivas. Amamos o dia seguinte, a comida requentada, a casa bagunçada, a preguiça com gosto de vinho amanhecido.


Imbuídos desse sentimento, desejamos à todos vocês que tem nos acompanhado nesse sonho, um Natal de alívio para quem está cansado, um Natal de felicidades para quem está satisfeito, um Natal de vigor para quem está desanimado, um Natal de alento para quem está triste. Não deixe sua árvore sem enfeites, não deixe o sonho de menino(a) esvaecer. De fato, nada muda ao nosso redor, mas nós podemos mudar algo dentro de nós mesmos. Firmes em nosso sonho... o Canadá. Firmes nessa árdua caminhada... que é a vida.

sábado, 13 de dezembro de 2008

MEMELICIOUS AOS 3


Filhos nos ensinam a amar incondicionalmente.
Filhos nos resgatam do nosso poço profundo do egoísmo.
Filhos nos fazem calar e repensar nossas palavras várias vezes ao dia.
Filhos nos mostram o caminho da simplicidade e a beleza que há em seu percurso.
Filhos nos alimentam com amor, nos embebedam com sua espontaneidade, nos desarmam com seu olhar terno.
Filhos nos recompõe com um abraço, nos revigoram com um beijo.
Filhos despertam em nós uma ferocidade desconhecida, uma coragem avassaladora.
Nossa filha fez 3 aninhos ontem. E, fez-me relembrar a alegria e paz que senti ao vê-la pela primeira vez. Fez-me enxergar que aprendo com ela muito mais que ensino.
Aimê, que significa muito amada, na verdade tem significado para mim "muito amor". Nada melhor do que chegar em casa e ver aqueles bracinhos abertos me esperando.

PARABÉNS FILHOTA!! TE AMAMOS IMENSAMENTE.

P.S.: Memelicious é o apelido da Aimê!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

AMIZADE SEM FRONTEIRAS


Linda e Steve são dois bons e especiais amigos.
Americanos apaixonados pelo Brasil e suas cores, nos dão o agrado de sua presença uma ou duas vezes ao ano.
Amam churrasco, arroz com feijão, picanha, Skol, pão-de-queijo, nossas frutas frescas e saborosas. Fugitivos do frio, deliciam-se com o Sol do verão brasileiro. Acham interessantes alguns costumes, apreciam Caetano e Jobim, sentem-se lisonjeados com nossa hospitalidade.
Eu, que na adolescência era arredia a tudo que era americano e advindo daquele país imperialista, tive que passar meus primeiros 3 meses de casamento morando na casa dos Elkins. Êta ironia do destino! Tive que engolir a " cultura imperialista" a seco.
Mas, para meu espanto, a casinha azul de madeira, na pequenina e quieta Bourbonnais, uma cidadezinha ao norte de Illinois, era "full of love". Tanto amor que derreteu todo meu preconceito. Tanto amor que calou todo meu discurso antiimperialista. Tanto amor que abriu meus olhos e possibilitou-me ver os seres humanos por trás da "carcaça" americana. Um amor que ensinou-me sobre respeito, dignidade, responsabilidade, patriotismo e altruísmo.
São inegáveis as ações selvagens do governo americano para dominar e explorar outros países, mas é insensato atribuir a todo e qualquer cidadão americano a culpa por esses atos. Insensato também é odiar um povo sem uma convivência íntima que possibilite conhecer sua cultura, seu modo de pensar e seu dia-a-dia.
Hoje, com meus olhos lapidados pela vida, consigo enxergar algo além do que as lentes do preconceito me permitiam. Sr. e Sra. Elkins tornaram-se nossa família. E juntos aprendemos a tolerar nossas diferenças e celebrar uma amizade sem fronteiras.





terça-feira, 4 de novembro de 2008

HÁ MALES QUE VEM PARA BEM


Obrigada a todos que através do blog, ou outros meios, se expressaram em relação ao pai do Dario. Ele já se recuperou do susto e voltou a trabalhar.
O episódio, apesar de gerar certo trauma, foi benéfico para nós (Frozen Bossa Nova). Não que isso tenha mudado a postura da família, mas lapidou o olhar dos entes queridos para certas circunstâncias as quais alegamos nossa ida ao Canadá.
Eu já vivenciei oito vezes esta experiência, algumas em São Paulo, época da faculdade, e outras aqui ( o interior tb. é perigoso). Não é o fator número um, mas está entre os dez primeiros, apesar de que o Dario reluta em expor as razões de nossa futura ida ao Canadá. Ele acredita que os motivos são muito mais pessoais e abstratos, do que reais. Que estão relacionados com uma opção de estilo de vida e busca por algo impagável: conhecimento e vivência.
E você? O que o motivou a entrar para o processo? O que o faz querer morar no Canadá?
Abraços a todos.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Capuzes, armas e churrasco.



Minha (Dá) ex-família hospedeira da época de intercâmbio chegou.
Estávamos todos morrendo de saudades e fizemos um churrasquinho para celebrar, aqui em Rio Preto.
Meu pai mora em Limeira, SP, aonde tem um escritório e onde vive durante a semana.
No mesmo horário em que estávamos celebrando a chegada da host family meu pai era vítima de um sequestro relâmpago em sua própria casa!

Até agora minha ficha não caiu.

Dois caras encapuzados aproveitaram para entrar assim que meu pai saia do carro na garagem. Imagina o susto?!?!?! Um homem de cada lado, bem halloween ou Jason do sexta-feira 13...
Entraram na casa, meu pai ficou com a arma na cabeça sendo ameaçado o tempo inteiro. Eles diziam: "Se não falar aonde o dinheiro está, eu explodo teus miolos..." e outras coisas carinhosas.
Graças a Deus nada aconteceu com meu pai, fisicamente falando, claro!
Roubaram dinheiro, uma câmera digital, e como não poderia deixar de ser, sua carteira com cartões, cheques e todo o etcetera legal.

Estamos até agora digerindo a situação...

Bom, tenho certeza que existe violência assim no mundo todo. Mas, creio também que esta violência exacerbada, cheia de miséria é típica de um país onde habitam pessoas não instruídas, pobres de alma, carentes de uma atenção social e acima de tudo com um baita de um descaso pela educação.

Não era a hora do meu pai ir embora. Graças à Deus.

PS- A POLÍCIA ESTÁ EM GREVE E NÃO "PÔDE" COMPARECER AO LOCAL DO CRIME, MEU PAI TEVE DE IR À DELEGACIA. (EM ESTADO DE CHOQUE) ELE VEIO EM CASA HOJE E, AO ME ABRAÇAR, CHOROU COMO UM BEBÊ.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

90 ANOS!



Hoje, ou melhor quarta-feira, meu avô do coração fará 90 anos!

Bem, a história é a seguinte:

Quando morávamos nos EUA em 2002 havia um casal de idosos que morava perto de um laguinho que congela todo santo inverno em Aroma Park, uma cidadezinha "inha" mesmo, ao sul de Chicago. Estes dois queridos eram os pais da minha host mother de quando fiz intercâmbio em 1997. Por isso digo avô do coração... aliás, a Nana, como era carinhosamente chamada por nós, era aquela figura de avó que sempre vi em filmes e sonhei ter um dia!

Todo almoço de domingo era lá. Sempre havia uvas frescas, chocolates ou cerveja mexicana!

Era muito legal, eles sempre nos faziam sentir em casa...


Passaram por guerras... crises econômicas, baby boom, aparição da Televisão, invenção da Internet, Oprah, Jerry Springer, The Wall e I kissed a girl and I liked it!!!

Enfim, dinossauros do tempo!!

A qualidade de vida que tinham era invejável... viagens para Jamaica, Europa, Hawaii e vários outros lugares dentro do próprio país. Tudo isso depois de aposentados!!!

Não são ou não eram ricos... classe média, ela trabalhava de enfermeira durante a noite e ele era oficial da Aeronáutica.


Aqui no Brasil, minha avó paterna, que ainda está viva, gasta quase todo o salário dela com remédio e com o aluguel. Viaja super pouco e às vezes necessita de ajuda de meu pai ou irmãos... Minha avó materna nunca viajou. NUNCA. Vó Carola morreu 70 anos após começar a fumar, era paciente de DPOC. Viveu seus últimos anos de vida gastando muita grana com Fluimucil D, o produto o qual hoje propago!!!!!


A Nana morreu ano passado. Viveu seus últimos anos como minha Vó Carola. DPOC.

Mas, nunca faltou dinheiro ou assistência médica para seus cuidados.

Sinto falta da Vó Carola e da Nana!! Muita!!!


O avô do coração completa 90 anos na quarta! Vive um final de vida muito gostoso!

É outono lá e as folhas estão caindo...


domingo, 28 de setembro de 2008

POR UM LUGAR MELHOR


"Que coisa entendeis por uma nação, Senhor Ministro? é a massa dos infelizes? Plantamos e ceifamos o trigo, mas nunca provamos pão branco. Cultivamos a videira, mas não bebemos o vinho. Criamos animais, mas não comemos a carne. Apesar disso, vós nos aconselhais a não abandonarmos a nossa pátria? Mas é uma pátria a terra em que não se consegue viver do próprio trabalho?" (resposta de um italiano a um Ministro de Estado de seu país, a propósito das razões que estavam ditando a emigração em massa)


Interessantes as críticas e olhares condenativos em relação à nossa decisão. Os mesmos olhares desconfiados são "frutos" da imigração de outros sonhadores (em circunstância bem menos segura que a nossa). Mas é provável que eles não tenham consciência desse fato. Já vou explicar.

Meu avô, Antônio Nunes, veio aos 4 anos, com a família, para o Brasil. Deixaram a Europa caótica do pós guerra, mais especificamente a Iha da Madeira, para tentarem aqui viver em condições melhores. O avô do Dario, Dário Passarini, vivia em Verona, Itália, e ainda pequeno foi trazido pelos pais para o nosso país.

Eu consigo imaginar os olhos pequeninos desses dois seres mediante um mar infindável e rostos desconhecidos. Vou mais fundo em meus pensamentos e vejo a angústia estampada na face desses pais. Medo e esperança permeando os mesmos poros.
Sem escolaridade e extremamente pobres, não tinham a mínima idéia do que vinha pela frente. Não haviam recebido o visto de residente permanente, nem tinham dinheiro para sobreviverem os primeiros seis meses.

Foi tudo na raça. Imbuídos de uma esperança quase insana entraram naqueles navios lotados: "A viagem de até 30 dias da Itália para o porto de Santos era muito ruim. Os imigrantes vinham na terceira classe, nos porões dos navios. Havia superlotação, a comida era ruim e não havia assistência médica. Muitos morriam ainda na viagem." ( trecho extraído do site Projeto Gênesis - A Imigração Italiana no Brasil)
O cenário daquele época difere muito com o atual. Mas, acredito que as motivações e os anseios dos nossos bisavós em muito se assemelha com os nossos: melhores condições de vida, seja no âmbito financeiro, social ou empregatício.

E o que aconteceu com eles? NÓS somos a melhor resposta.
Nossos bisavós deixaram apenas uma herança para nossos avós: a ESPERANÇA. Assim, eles agarraram-na e investiram suas vidas no trabalho árduo. Fizeram um pé-de-meia.
Nossos pais foram criados com sacrifícios. Começaram a trabalhar bem jovens e conseguiram suas próprias conquistas profissionais. E nós reiniciamos o ciclo.


Em busca de um lugar melhor para se viver. E um lugar para se chamar de lar.
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