O Brasil está perplexo. Um minuto de silêncio.
(...)
Todos os dias nos assusta as
multiformas da violência em nosso país.
Todos os dias nos contorcemos mediante a impunidade e a imunidade dos "acima-da-lei".
Todos os dias ficamos estarrecidos ao lermos e relermos sobre as taxas de criminalidade, morte no trânsito, abuso sexual.
Todos os dias, sentimento de impotência. Todos os dias.
Ontem, boquiabertos, assistimos ao desfecho do sequestro de uma adolescente de apenas 15 anos:
Eloá Cristina Pimentel. Ela tinha alegria, tinha planos, tinha sonhos, tinha medos. Igual a nós. Igual a mim. Igual a você.
(...)
Quem
assistiu ao Fantástico pode ver a avaliação de um brasileiro, presidente do
CATI e Instrutor da
SWAT de
Dallas - EUA, Marcos do
Val. Na reportagem, ele falou sobre o retorno da adolescente
Nayara, amiga de
Eloá, ao cativeiro, afirmando que o procedimento fere qualquer padrão de
gerenciamento de crise e, deixou escapar: "Eu tenho vergonha de ser brasileiro". ( no site do
CATI ele esclarece que a vergonha refere-se ao governo ser conivente com um sistema falho).
Criticou também a duração do sequestro e afirmou que dentre todos os erros o maior foi ter à frente de uma situação de risco iminente um Coronel sem experiência em negociação. (Assista ao
vídeo da matéria.)
Nós não temos conhecimento em estratégias de ataque ou o nome que isso tenha, mas antes de assistirmos ao Fantástico já tínhamos comentado aqui em casa, no decorrer da semana, a maioria dos fatos que ele cita: a demora em invadir o apartamento, as oportunidades em atacá-lo que foram perdidas (
qdo. ele vai à janela junto c/
Eloá), o despreparo do policial que estava negociando.
(...)
Todos os dias nos perguntamos: quando as coisas vão melhorar?
Todos os dias pensamos: em quem podemos confiar?
Todos os dias.