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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

1 ANO DE CANADÁ

Uma das músicas da minha trilha sonora nesse primeiro ano.

1 ANO DE CANADÁ


Há exatamente um ano pisávamos em terras canadenses.
Trazíamos nas malas sentimentos ambíguos: medo e coragem, ansiedade e fé, certezas e incertezas, angústia e esperança, tristeza e alegria.
Sabíamos que era um momento de perdas, e futuros ganhos. Mas, no momento da chegada, tínhamos um cansaço mental e físico imenso. E um mês pela frente de burocracia e coisas para resolver: encontrar uma casa para morar, comprar móveis, matricular as crianças na escola, e mais uma lista infinita de coisas. E ainda lidar com um turbilhão de emoções! UFA!
Mas passado esse primeiro momento, muito difícil principalmente para quem tem filhos, nossa vida foi tomando forma, e voltou a ter uma rotina.
Chegamos no final do inverno, e logo estávamos na estação das cores, flores e um pouco mais de Sol (pq. aqui é meio raro). Parece que florescemos também.
Fizemos algumas boas e verdadeiras amizades. E esses amigos tornaram-se nossa família.
Mudamos para um basement (aonde ficamos nosso primeiro ano).
O Dá arranjou um emprego, foi promovido e estava indo bem em seu novo trabalho.
As crianças começaram a falar inglês e a descobrirem um novo mundo. A Aimê foi para a escola apenas em Setembro, e por isso sofreu um pouco, por não se comunicar bem. Mas em 2 meses de aula, já estava com a língua afiada e novos amigos.
Comemoramos a Páscoa com uma certa melancolia. Celebramos o primeiro aniversário do Enzo com muita chuva, num shelter estreito, com os amigos se acotovelando. Mas não faltou diversão e bom papo.
Ganhamos uma viagem de alguns amigos para Osoyoos, Okanagan Valley, região do vinho. Visitamos Seattle.
E, entre uma folga e outra, íamos conhecendo Vancouver e região. Nos apaixonamos por Deep Cove, Horseshoe Bay, Gastown, Stanley Park, Grouse Mountain, Lynn Canyon Bridge, Granville Island, Queen Elizabeth Park, entre tantos outros lugares.
O Enzo se formou no kindergarten (pré-escola). Felicidade da família!
Recebemos a Lu, irmã do Dá, no verão e a alegria foi completa. Além do calor, ter alguém da família aqui foi ótimo para aliviar a saudade. Nadamos nas águas geladas do Pacífico e assistimos ao Festival de Fireworks com mais 350 mil pessoas ao nosso lado!
Curtimos (e sofremos) nossa primeira Copa no Canadá com alguns amigos. E fizemos nosso "Arraiá do Canadá" com direito a quitutes de festa Junina.
Fomos para Squamish onde nos deleitamos com a Shannon Falls. Passamos um dia de verão em Whistler e fizemos o percurso de gôndola "Peak to Peak" (do pico de uma montanha para a outra). Eu vi um urso andando pela calçada. Inesquecível. Voltamos no Outono para apreciar as cores terrosas da vegetação.
Conhecemos Chinatown, assistimos Walking With Dinosaurs, nos encantamos com Disney on Ice, fizemos pic-nic em Fort Langley.
Fizemos vários churrascos improvisados, mas com muito sabor.
Caminhamos várias vezes pelas inúmeras trilhas nos parques. E ainda ficamos como crianças quando vemos um esquilo ou guaxinim.
Vibramos no primeiro dia de aula do Kindergarten da Aimê.
Recebemos o tio Cacá, irmão do Dá, numa visita-relâmpago.
Visitamos uma fazenda de abóboras em Maple Ridge. As crianças participaram do "trick or treat" com as crianças da vizinhança e se divertiram com as brincadeiras do Halloween.
Passamo nosso primeiro Thanksgiving com alguns amigos. E em nossos corações tínhamos uma atitude de gratidão por tantas vitórias e conquistas.
Nos divertimos com a nossa primeira neve em Vancouver. Foi um dia delicioso.
Sobrevivemos ao primeiro Novembro, mês dito por algumas pessoas como o mais difícil. Mas, choramos várias vezes escondidos durante o mês de Dezembro, quando as lembranças e saudades nos fragilizaram.
Lição aprendida: fizemos o aniversário da Aimê num lugar fechado e quentinho. E seus 5 anos foram comemorados com muita diversão.
As crianças participaram da apresentação de Natal da igreja. Super lindinhos!
Tivemos um Natal festivo e muito alegre. E no Ano Novo "fugimos" para Victória. Lá ficamos 4 maravilhosos dias, de Sol, frio e boa companhia. Comemoramos lá também meu aniversário.
Nos sentimos muito impotentes com a morte da vó do Dá, sem a possibilidade de estarmos presentes num momento tão difícil.
Janeiro passou rápido e Fevereiro veio cheio de boas surpresas.
Recebemos a visita da querida tia Lô. O Enzo fez sua primeira apresentação no coral da escola. O marido conseguiu um novo emprego, em sua área de atuação. E estamos empacotando nossas coisas para nos mudarmos para nossa primeira casa no Canadá.
O que mais dizer? Até aqui nos abençoou o Senhor.
Em todo momento temos nos sentido amparados e guiados por Deus. É para Ele nosso agradecimento. E por Ele apenas temos conseguido ser vitoriosos. A alegria do Senhor a nossa força é.
“Passamos pelo fogo e pela água, mas nos trouxeste a um lugar de abundância”. (SL. 66:12)
Quem foi ao nosso casamento, sabe que esse era o versículo que estava em nosso convite. E é assim que temos nos sentido em muitos momentos da nossa vida. Em alguns momentos, com lutas e dificuldades, mas sempre com fé e persistência, pois temos provado diariamente dessa abundância, não necessariamente em termos materiais, mas emocionais e espirituais também. Deus tem nos renovado e fortalecido, de maneira que essa experiência, mesmo nos dias "escuros", tem sido a melhor experiência de nossas vidas.

SE FARÍAMOS DE NOVO? COM CERTEZA! SE VALE A PENA? SEMPRE.

Abraço a todos.


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

SUPERAÇÃO



Pais aprendem com filhos mais do que filhos com pais. Quem aceitou o desafio de criar um filho sabe disso.
Minha caçula tem nos ensinado diariamente com sua determinação e ímpeto de superação.
Já vou explicar.
O Enzo, nosso filho mais velho, seguiu o ritmo de aprendizagem progressivo, no desenvolvimento intelectual e físico. Esperávamos esse comportamento também da Aimê.
Até pisarmos em terras canadenses, apesar de termos uma rotina diária de leitura, brincadeiras e estímulos, a Memê ainda não escrevia o próprio nome, não fazia desenhos figurativos (apenas rabiscos) e não se interessava por esportes, mesmo sendo muito ativa.
Apesar dela ter apenas 4 aninhos, nos preocupávamos, de certa forma, com o interesse dela por essas atividades. Sabemos que cada criança tem um ritmo, e não devemos pressioná-las. Mas por outro lado, o desenho, a prática de esportes ou a leitura poderiam ser uma forma de identificação e interação com outras crianças.
Quando chegamos aqui, o Enzo foi imediatamente encaminhado à uma escola, enquanto a Aimê ainda está à espera do começo das aulas. Obviamente, ele começou a falar inglês, e ela sentiu-se incomodada por não poder se comunicar.
Apesar de ser extrovertida, as frustrações foram muitas: não fazer amizades mais profundas, sentir-se rejeitada, comparar-se ao irmão. E como doía, apesar de sabermos que pequenos sofrimentos os preparam para a vida, vê-la chorar e entristecer-se por não sentir-se aceita.
Mas, felizmente, ela encontrou o caminho da superação. E provavelmente seu desenvolvimento foi "relâmpago" por uma necessidade pessoal de incluir-se, fazer parte do grupo.
Quando completamos 3 meses aqui, a Aimê simplemente "desabrochou. Pegou um papel e fez seu primeiro desenho figurativo, cheio de detalhes. Assim:

Num dia rabisco, no outro um desenho. Como assim? - pensei!!!! Os rabiscos ganham complexidade conforme eles crescem, e não literalmente "de um dia para outro".
No outro dia falou:" Mãe, me ensina a escrever?" E foi assim. Escreveu seu nome, depois aprendeu o do irmão, o nosso. Pediu uma bicicleta. Aprendeu a andar antes do Enzo.
Começou a falar algumas frases em inglês.
SUPERAÇÃO!

E agora está feliz da vida, desenha todos os dias, esforça-se para se comunicar. Fala em Inglês, Inglês-Português, faz gestos, pede para a gente traduzir. Mas não perde uma oportunidade de se relacionar, de brincar, explorar. Quer aprender mais, quer saber mais, quer entender o mundo.
E nos ensinou que nada é difícil demais. Que a tristeza às vezes é inevitável. Que os desafios existem, e são oportunidades de se viver experiências transformadoras. Experiências que nos fazem mais humanos e redivivos.

Obrigada Aimê...

""Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe"
(Almir Sater)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

ALTOS E BAIXOS


Fico sempre com receio de ser precipitada em minhas conclusões e expor ideias erradas acerca do Canadá.
Mas, também ao deixar de expô-las, posso estar perdendo a oportunidade de compartilhar boas e más experiências que constróem nossas vidas aqui. Para evitar julgamentos alheios: pode ser que daqui algum tempo pensemos de outra forma, que tenhamos uma outra perspectiva. Mas por enquanto:

- nossa bandeira do Brasil (aquelas de carro) foi roubada. Decepção total!! Nossa rua é super movimentada, e temos um certo receio de que entrem na nossa casa. Achávamos que seria mais seguro aqui. Lógico que o tipo de criminalidade é diferente da que ocorria na cidade em que morávamos no BR, mas que ocorre, ocorre.

- amamos o local em que moramos, mas achamos pouco provável comprarmos aqui nosso primeiro imóvel, já que North Vancouver é uma das regiões mais caras para se morar, depois de downtown e West Vancouver. Aliás, Vancouver e arredores são muito caros, se comparados à outras cidades do país.

- as relações com os canadenses são cordiais, mas ainda é difícil nos aprofundarmos nas amizades. Ficamos nos perguntando se eles não tem interesse ou se é sem intenção. Percebemos alguma rápida curiosidade sobre o BR, e é só. Por outro lado, tem sido bem fácil nos aproximarmos de outros imigrantes. Se já percebi algum preconceito? Só por parte de brasileiros! (hahahha)

- gostamos do frio, mas a chuva incessante daqui já nos fez pensar em procurarmos outros lugares para morar. Chega a ser irritante.

- as oportunidades para nossos filhos são infinitas, reais e diversas. Isso faz o sacrifício valer a pena.

- exceto pelo preço do sushi, comer fora é caro e raramente bom para nosso paladar acostumado com churrasco, vinagrete e farofa. Tem coisinhas boas por aí, mas a comida brasileira é campeã!

- estamos satisfeitos com as oportunidades de trabalho (refiro-me ao marido, pois eu ainda estou cuidando das crias). O primeiro emprego dele foi HORRÍVEL. Ambiente hostil, salário baixo, poucos funcionários e uma gerente que adorava torturar psicologicamente os subordinados. Três deles não suportaram e se mandaram, e o marido que estava por enlouquecer, caiu fora também. O nível da baixaria chegava a maus tratos em frente aos clientes e todo o tipo de desrespeito, como o não cumprimento do horário do almoço. E por que a satisfação? Porque de qualquer forma, ele obteve a experiência canadense, e aprendeu a trabalhar sob pressão.
O segundo emprego surgiu por meio de um anúncio no jornal. Eu vi, falei para o marido e lá foi ele para a "entrevista em massa". Saiu de casa totalmente "desencanado", achou que era apenas mais um survival job. Poderia até ser. Mas, já na entrevista, houve uma empatia com os gerentes da empresa, e na primeira semana de trabalho, a possibilidade real de crescimento. O marido foi até agora, a primeira contratação, das duas únicas ocorridas na loja, de uma equipe inicial de 120 pessoas. Foi promovido para líder de setor, teve aumento do salário, efetivação com benefícios (assistência médica,odontológica e seguro de vida). O ambiente de trabalho é ótimo. A equipe é tratada com respeito, são motivados e elogiados. E para o marido, o recado claro: "Dê o sangue porque você tem grandes chances aqui".

No geral, estamos muito satisfeitos. Mas, os desafios continuam. Otimismo é o vento que move nossa vida. Manter o foco no que nos trouxe aqui nos faz sermos agradecidos pelo que alcançamos até agora.
Somos gratos a Deus por cada momento vivido nesse país, bons e maus, com altos e baixos, porque essas dores nos tem permitido crescer, amadurecer e a nos reestruturamos emocional e pessoalmente.

domingo, 4 de julho de 2010

Pra matar a saudade da minha infância...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

CARTA PARA MEUS IRMÃOS




Queridos irmãos
Algumas decisões não são fáceis. Mas, crescer requer coragem, ousadia e esperança. Mudança talvez. Requer sacrifício e escolhas. Para crescer, temos que sangrar, chorar e às vezes perder.
Perder a presença daqueles que amamos. Conviver com a ausência.

Para cada escolha, há perdas e ganhos. Infelizmente.

É bem provável que ainda hoje vocês não consigam entender a minha decisão. Podem até encontrar vários argumentos nos posts desse blog, e mesmo assim não darem-se por satisfeitos.
Portanto, não tentarei convencê-los. Posso apenas dizer que esta mudança é a concretização de um sonho. Não é fuga, porque as dores, já foram enfrentadas. Houve perdão, restauração, reconciliação. Aceitei o fato da vida ser alegria e tristeza também. E entendi que na tristeza há propósito.

Eu os amo profundamente. Tenho guardado em meu coração os cores da nossa infância. As manhãs em que o pai nos acordava com música clássica. O cheiro da mortadela frita, pão caseiro e café da mãe. Nossos Natais exagerados. As guerras de manga podre no sítio. Os banhos de chuva e os barquinhos na enxurrada. A casa da Redentora.
A felicidade, assim como definiu o Dul, era simples.

Espero que em algum lugar de nossas almas, possamos contemplar essa felicidade.
Sentirei saudades.

Sua irmã caçula...
Issa

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Desaparecida


Sei que estou sumidíssima. Por conta dos filhos, da casa, da arrumação das malas (sim, já começamos!), dos preparativos finais e conclusão de algumas outras coisas.
Mas, não esqueci do blog, nem dos outros blogs. Dou uma espiadela rápida, mas nada de recados.
É que o tempo voa, e são muitas as coisas para fazer.
Estamos ansiosíssimos para recomeçarmos a vida nas terras do norte. Mas, até lá... curtimos a família, amigos e comida do Brasil.
Ah... obrigada a todos pelos recados carinhosos no post sobre meu aniversário. Só para esclarecer: NÃO SOU NOVENTA ANOS MAIS VELHA QUE O DÁ... apenas 4!!

ÓTIMA SEMANA A TODOS!

P.S. A foto: pausa para o Natal em Floripa... foi bom demais!!!!!

sábado, 5 de dezembro de 2009

LÁ VOU EU


Sábado passado foi a formatura do nosso filhão. Finalizou o pré!!!
Eu sei... tem muito caminho ainda.
Mas, para qualquer mãe (ou pai) é uma emoção ver aquele filhinho que há bem pouco usava fraldas, dependia de nós para tudo, e agora já tem um certo grau de independência. Já toma suas decisões, tem seu estilo e gosto particular. Tem suas preferências, nos corrijem quando erramos, e tem as frases mais bem boladas do mundo.
Depois das primeiras palavras, dos primeiros passos, de tirar a fralda de dia, de tirar a fralda da noite, e tantas outras primeiras vezes, foi a vez do primeiro diploma. Que orgulho temos!
Quem cria e educa, sabe que o investimento relacional é intenso e sem pausa. São incontáveis palavras de incentivo, sobre respeito, de amor, sobre perdão.
É claro que choramos (eu e o Dá mesmo!) até nos desidratarmos. Mas além da cerimônia ter sido linda, ainda estávamos ali nos despedindo da escola que acolheu o Enzo desde os 2 anos. Querida escola Colméia. Agora a "abelhinha" vai voar...


*** Ele cantou essa bela canção (tema do desenho Irmão Urso). Por coincidência, reflete o momento que estamos vivendo:

O pé na estrada eu vou botar
Que já tá na hora de ir
Com um lindo horizonte e um céu azul
O que mais eu poderia pedir?

O pé na estrada eu vou botar
E o coração eu quero abrir
Sob os raios do sol
Sigo um sonho meu
Eu não posso deixar de sorrir

Nada é melhor do que amigos rever
Ainda que demore a chegar
As histórias vão fazer você sorrir
Vão fazer você sonhar

Que todos saibam:
Lá vou eu
Por novos caminhos seguir
Com a lua lá no céu a olhar pra mim
Eu vou sob as estrelas dormir

E se a chuva cair
Não vou parar
Qualquer tempestade tem fim
E o vento no meu rosto a soprar,
Me faz sonhar
O que eu quero é caminhar assim

Hoje eu vou seguindo
Meu caminho

Que todos saibam que lá vou eu,
E que o que eu mais quero é chegar
Com um lindo horizonte e um céu azul
Histórias eu quero contar
Que todos saibam que lá vou eu
Caminhando eu vou pro meu lar
Sob os raios do sol sigo um sonho meu
Histórias eu quero contar

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

One step closer

Ontem fui demitido!
Era algo que havia pedido a meu chefe, mas era pra acontecer só em dezembro.
Não esperava ficar 154 dias sem trabalhar, pois afinal, dinheiro não nasce em árvores!
Fui sincero e honesto com meu chefe. Não me arrependo disso! Enquanto estava omitindo nossa decisão canadense sentia-me como estivesse escondendo algo muito grande dele que sempre acreditou e fez o que pode por mim. Por isso contei a ele no início de agosto.
Então, claro que fiquei surpreso... percebi que ele estava muito ansioso e veio de Ribeirão "só" para conversar comigo. Na hora saquei, se não pode falar pelo telefone boa notícia não é! (geralmente as boas notícias a gente fala de qualquer maneira!)
Mas, entendo isso também como um encerramento de outra fase.
Agora, meu próximo emprego será no Canadá!!!
Tenho tempo de sobra para vender a casa, organizar a mudança, e procurar um canto em VAN!
No momento... estamos que nem loucos procurando um lugar pra ficar em Vancouver! Chegaremos dia 25 de fevereiro e por causa das Olimpíadas não tem lugar pra alugar, a não ser que desembolssemos uma pequena fortuna!!! Erro de cálculo! Deveríamos ir somente em março pra fugir desses preços, mas... agora já foi!
Ok, este post agora tá parecendo "meu querido diário"...
Enfim, estamos felizes pelo encerramento de mais uma fase e ávidos para encontrar nosso cantinho para os primeiros dias em Vancouver.
Se alguém de Van tiver alguma dica, será muito bem aceito!!
Abraços.

sábado, 22 de agosto de 2009

UMA RAPOSA INCOMODA MUITA GENTE



Quem imaginaria que uma raposa poderia causar tanto estrago?
Moramos num condomínio novo em nossa cidade, num local afastado. Imagino que era um fazendão, pois ainda há vida selvagem aqui. Corujas brancas, e mais corujas (daquela normalzinha), raposas, muitas aranhas (até caranguejeira já vimos), lebre e até macaquinhos.
Bem... as casas são abertas na frente... sem muros. E há uma cerca viva em um dos lados de nossa casa. Bem fácil de passar por ela. E a raposa descobriu!
Até aí tudo bem, não fossem os nossos dois porquinhos-da-Índia (bichinhos de estimação dos nossos filhos) serem o motivo da visita da dona raposa. Um se safou de virar jantar. Do outro encontrei apenas a cabeça no jardim, e quase desmaiei.
Até aí, tudo bem. Decidimos não traumatizar os filhotes e "repor" o bichinho, comprando outro para substituí-lo, sem que eles desconfiassem do ocorrido. Até aí tudo bem, não fosse o caso de terem acabado todos os porquinhos-da-Índia das lojas de animais.
Já sabendo que a dona raposa havia demarcado o território como área de caça, mais que rapidamente fui comprar algumas toras de madeira para fazer uma cerca. Até aí tudo bem, não fosse o caso de estar chovendo torrencialmente, escuro, e o Dá estourar o principal cano que abastecia a casa. Fechamos todo o registro, e tivemos que "lavar somente o necessário" até que no outro dia encontrássemos um encanador. Até aí, quase tudo bem, não fosse a visita que estava em casa também ter que dormir sem banho, e economizar água até para escovar os dentes.
Apesar dos imprevistos, e da madeira não ter sido suficiente, ainda estávamos contentes por ter restado um dos bichinhos.
O pequeno espaço que restou, vedamos com um vidro muito pesado e uma mesa de madeira. Dona raposa iria ficar frustrada essa noite.
Não foi o caso!
Lá pela meia-noite, despertei do sono profundo com o grito desesperado do bichinho. Saí correndo. Tarde demais. A chuva era muito forte, eu não via nada, mas sabia que nosso bichinho já devia estar na barriga da raposa horrenda.
No final das contas, a cerca ainda está inacabada, gastamos para consertar o encanamento, perdemos nossos 2 Porquinhos e se não inventarmos uma história bem-boa, teremos duas crianças chorando desesperadamente em poucas horas.
(...)
"Era uma vez, uma raposa malvada e dois porquinhos-da-Índia. Chovia muito forte, estava escuro e eles foram passear na floresta encantada..."

sábado, 25 de julho de 2009

CONTRATEMPOS

"A felicidade não se resume na ausência de problemas, mas sim na sua capacidade de lidar com eles."

Albert Einstein


Olá amigos

Esse é um post rápido.

O Dá está com uma embolia pulmonar, mas graças a Deus é pequena e foi detectada a tempo de ser tratada.

Levamos um susto, e teremos que repensar alguns aspectos em relação a data da nossa ida, pois o tratamento leva um ano, e temos apenas até Maio de 2010 para irmos. Enquanto isso, ele está no hospital e sairá em uma semana, provavelmente.

Senti-me um pouco desamparada com o sistema de saúde privado brasileiro. Apesar de possuirmos convênio médico, e acreditar que há um diferencial no atendimento, o Dá teve que insistir para ser internado e fazer exames mais minuciosos. E quem sabe o que é embolia, também sabe que pode ser fatal se não tratada a tempo.

Daí bateu aquela insegurança e medo: e no Canadá? Como será que é? Será que vamos passar pelas mesmas situações que nos deixam inseguros? Ou há maior seriedade, profissionalismo e competência por parte dos médicos?

Ficaríamos muito gratos se vocês opinassem, e quem sabe registrassem alguma experiência sobre o atendimento médico do Canadá.

Abraços

Lá



domingo, 12 de julho de 2009

DEZ ANOS!


Dez anos de namoro.
Dez vezes mais meu amor por você.
Dez por cento de sanidade nos abraços e beijos. E dizem que sou louca... que seja!
Dez viagens inesquecíveis... um dia haverá!
Dez filhos imaginários. Dois reais foram suficientes.
Dez perdões por dia, ou mais. Dez vezes perdoada ao dia, algo assim.
Dez expressões que você já conhece decor. As outras são surpresas.
Dez estrelas que colhi para você. A Lua mantenho no céu.
Dez lágrimas que mudaram nossas vidas. Dez sorrisos que abalaram nosso mundo.
Dez perguntas que insisto sempre em fazer. Dez respostas que gosto sempre de ouvir.
Dez lembranças que nos acompanharão por toda vida.
Dez coisas simples e adoráveis ao seu lado.
Dez palavras traduzem esse amor: prazer, lealdade, sonhos, dedicação, honestidade, gentileza, intensidade, aprendizado, sacrifício e liberdade.
Dez vidas se tivesse...viveria com você.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

5 ANOS


Preparei numa bandeja, com amor e improviso, um pedaço de bolo de chocolate com fósforos em cima.
Entramos, eu e o Dá, sorrateiramente pelo quarto, e surpreendemos nosso pequeno ainda dormindo.
Ao som de Parabéns Para Você e o choro da irmã que irrompeu do sono profundo assustada, o quarto inundou-se com o sorriso do nosso querido Enzo.
Seus cinco anos foram entronizados com uma tradição peculiar à minha família. Ser acordado pela manhã com felicitações e a presença dos entes amados.
E, o que falar do nosso filho?
Que nossos dias tornaram-se especiais com sua vinda.
Que o viver em abundância tornou-se essencial para fazê-lo sempre feliz.
Que seu sorriso nos convida ao aconchego de seus braços.
Que cada manhã tem mais luz com sua presença.
Que em todo caminho de luta, desafio e dificuldade temos em seus olhos a coragem necessária para percorrê-lo.
Que aprendemos diariamente, com a beleza de suas atitudes e intenções, a sermos mais humildes e francos, a desfrutarmos da vida suas pequenas venturas, a agirmos com mais ternura.

PARABÉNS QUERIDO E AMADO FILHO. TE AMAMOS INTENSAMENTE.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Considerações sobre a felicidade


Fiquei tocada pelo texto abaixo.
Primeiramente porque há uma verdade nele que sempre foi uma importante verdade para mim: não me atrever a julgar e não considerar-me melhor que ninguém (apesar de algumas vezes ser difícil).
Outro aspecto interessante é ser o alvo do julgamento. Isso nos serve também como lição: aprendermos a respeitar decisões, mesmo que contrárias ao nosso ponto-de-vista.
Pessoas, íntimas ou não, avaliam a possibilidade de haver felicidade ao se morar em outro país. E muitas vezes julgam nossas razões e motivações para tal.
Enfim, o que as pessoas sabem realmente sobre nossos critérios tão particulares de definição do que é a tal felicidade? Cada um fale por si e cada um encontre seu próprio caminho. E nesse caminho, aprendamos a respeitar a diversidade.

O texto fala disso. Vale a pena ler!


"No mais recente livro de Carlos Moraes, o ótimo "Agora Deus vai te pegar lá fora", há um trecho em que uma mulher ouve a seguinte pergunta de um major: "Por que você não é feliz como todo mundo?" A que ela responde mais ou menos assim: "Como o senhor ousa dizer que não sou feliz? O que o senhor sabe do que eu digo para o meu marido depois do amor? E do que eu sinto quando ouço Vivaldi? E do que eu rio com meu filho? E por que mundos viajo quando leio Murilo Mendes? A sua felicidade, que eu respeito, não é a minha, major."

E assim é. Temos a pretensão de decretar quem é feliz ou infeliz de acordo com nossa ótica particular, como se felicidade fosse algo que pudesse ser visualizado. Somos apresentados a alguém com olheiras profundas e imediatamente passamos a lamentar suas prováveis noites insones causadas por problemas tortuosos. Ou alguém faz uma queixa infantil da esposa e rapidamente decretamos que é um fracassado no amor, que seu casamento deve ser um inferno, pobre sujeito. É nestas horas que junto a ponta dos cinco dedos da mão e sacudo-a no ar, feito uma italiana indignada: mas que sabemos nós da vida dos outros, catzo ?

Nossos momentos felizes se dão, quase todos, na intimidade, quando ninguém está nos vendo. O barulho da chave da porta, de madrugada, trazendo um adolescente de volta pra casa. O cálice de vinho oferecido por uma amiga com quem acabamos de fazer as pazes. Sentar-se no cinema, sozinho, para assistir ao filme tão esperado. Depois de anos com o coração em marcha lenta, rever um ex-amor e descobrir que ainda é capaz de sentir palpitações. Os acordos secretos que temos com filhos, netos, amigos. A emoção provocada por uma frase de um livro. A felicidade de uma cura. E a infelicidade aceita como parte do jogo - ninguém é tão feliz quanto aquele que lida bem com suas precariedades.

O que sei eu sobre aquele que parece radiante e aquela outra que parece à beira do suicídio? Eles podem parecer o que for e eu seguirei sem saber de nada, sem saber de onde eles extraem prazer e dor, como administram seus azedumes e seus êxtases, e muito menos por quanto anda a cotação de felicidade em suas vidas. Costumamos julgar roupas, comportamento, caráter - juízes indefectíveis que somos da vida alheia - mas é um atrevimento nos outorgar o direito de reconhecer, apenas pelas aparências, quem sofre e quem está em paz.

A sua felicidade não é a minha, e a minha não é a de ninguém. Não se sabe nunca o que emociona intimamente uma pessoa, a que ela recorre para conquistar serenidade, em quais pensamentos se ampara quando quer descansar do mundo, o quanto de energia coloca no que faz, e no que ela é capaz de desfazer para manter-se sã. Toda felicidade é construída por emoções secretas. Podem até comentar sobre nós, mas nos capturar, só com a nossa permissão."
(Texto de Martha Medeiros)

domingo, 19 de abril de 2009

19 DE ABRIL

Nos dias de Sol, de chuva, de choro, de riso, de trabalho, de descanso, de noites mal dormidas, de tardes preguiçosas. Nos jantares noite afora, nos passeios dominicais, na prece cheia de fé, ao lado das crianças doentes, ao lado das crianças maravilhosamente peraltas.
Nas discórdias, nas reconciliações, nas contas a pagar, nos mal humores inevitáveis, nas caminhadas cheia de papo, nas esperanças partilhadas, nos sonhos sonhados juntos, nas esquisitices, nas gargalhadas compulsivas e até que a morte nos separe.
Você é a melhor companhia e companheiro.
Era o melhor amigo, que sorrateiramente tornou-se namorado, noivo, marido. E continua sendo o melhor amigo.
Basta conviver 10 minutos com você para saber o quanto és especial. Pai extraordinário. Amigo leal. Namorado eterno. Seus encantos são infinitos. Você inspira amor.
Feliz aniversário.
Te amo intensamente.
Tua Lá

domingo, 12 de abril de 2009

PÁSCOA



Aqui em casa as crianças já sabem. Páscoa é o dia da ressurrreição de Cristo. Sua passagem da morte para a vida.
Tem chocolate, tem ovos pintados, tem brincadeira. Mas, celebramos e relembramos o real significado desse dia.


Enfim, FELIZ PÁSCOA PARA TODOS VOCÊS!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A LIÇÃO FINAL


Eu lidei com a morte muito cedo em minha vida. Perdi meu pai aos 13 anos e minha mãe aos 24. E sempre tentei ver nessas morte prematuras algum propósito.
Mamãe especialmente, mostrou-me a beleza da vida. Ela era minha melhor amiga e um ser humano incrível. Investiu seus últimos anos em outras vidas. Dedicou-se ao trabalho comunitário, desenvolveu projetos de assistência social, distribuiu sopa para gente faminta noites a fio. Então, sua morte não fazia nenhum sentido para mim, se é que há sentido na morte.

Quando conheci Randy Pausch no programa de televisão da Oprah, percebi que minha perspectiva estava errada. Eu deveria focalizar a vida e não a morte. Fiquei muito tocada com sua experiência. E passei a valorizar as lembranças, e não a questionar os motivos de uma morte.

Randy era professor, casado, pai de 3 filhos e passou seus últimos meses de vida lutando contra um câncer de pâncreas. O lindo em sua trajetória é que ele não passou seus últimos dias se lamentando ou murmurando. Pelo contrário, ele falou sobre a vida e o privilégio de viver.

Randy faleceu no dia 25 de julho de 2008, aos 47 anos. Mas, nos deixou uma mensagem emocionante e otimista. É uma verdadeira lição de vida.

Sua popular última aula na Universidade Carnegie Mellon, em setembro de 2007, ganhou atenção internacional e foi vista por milhões de pessoas no YouTube. Nela, Pausch fala de viver a vida que sempre sonhou, ao invés de passar seu tempo concentrado em impedir a morte. Ele dedicou essa última aula aos seus filhos.

Não li seu livro ainda, mas assisti à palestra. Vale a penar ver, e com certeza ler seu livro.
Abaixo um trecho de seu livro A LIÇÃO FINAL.

"Estou enfrentando um problema de planejamento.

Embora em geral eu esteja em excelente forma física, tenho dez tumores no fígado e me restam apenas alguns meses de vida.

Sou pai de três crianças e sou casado com a mulher dos meus sonhos. Seria cômodo ficar me lamentando, mas isso não faria bem a eles nem a mim.

Então, como viver esse meu tempo tão limitado?

O óbvio é ficar com minha família e cuidar dela. Enquanto posso, estou com eles todos os instantes e tomo as providências logísticas necessárias para lhes facilitar o caminho na vida sem mim.

O menos óbvio é como ensinar a meus filhos o que eu lhes ensinaria nos próximos vinte anos. Agora eles são jovens demais para essas conversas. Todos nós, pais, desejamos ensinar os filhos a distinguirem o certo do errado, o que consideramos importante e como lidar com os desafios que a vida lhes trará. Também queremos que conheçam histórias de nossas vidas, uma maneira de ensinar-lhes a lidar com suas próprias vidas. Meu desejo de fazer isso me levou a ministrar uma "palestra de despedida" na Carnegie Mellon University.

Essas aulas costumam ser filmadas. Naquele dia eu sabia o que estava fazendo. A pretexto de promover uma palestra acadêmica, tentei me colocar dentro de uma garrafa que um dia aportasse à praia, para meus filhos. Se eu fosse pintor, teria pintado para eles. Se fosse músico, teria composto uma música. Mas, como sou professor, dei uma aula.

Falei da alegria de viver e de quanto eu apreciava a vida mesmo me restando tão pouco tempo. Discorri sobre honestidade, integridade, gratidão e outras coisas que estimo. E me esforcei ao máximo para não ser enfadonho.

Para mim, este livro é um meio de continuar o que iniciei naquele palco. Como o tempo é precioso e pretendo passar a maior parte dele com meus filhos, pedi ajuda a Jeffrey Zaslow. Todos os dias passeio de bicicleta pela vizinhança, um exercício fundamental para minha saúde. Durante 53 desses longos passeios de bicicleta, falei com Jeff pelo fone de ouvido do meu celular. Depois ele passou horas a fio ajudando a transformar minhas histórias suponho que poderíamos denominá-las 53 "aulas" --neste livro.

Desde o início sabíamos que nada substitui um pai vivo. Mas planejar não significa obter soluções perfeitas; significa fazer o melhor possível com recursos limitados. Tanto a palestra de despedida como este livro representam minhas tentativas para fazer exatamente isso.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Blogar ou não blogar!



Bom, geralmente quem tem um blog é porque gosta de escrever, né não?
Eu e a Lá amamos escrever... Nossas cartas de amor são sempre caprichadas nas tentativas de fazer o outro chorar de emoção ou rir até a barriga doer.
E é com este intuito que damos início ao nosso segundo blog.
Para quem gosta de acompanhar as caminhadas rumo ao Canadá também poderá gostar da caminhada na vida de um casal!
A quatro mãos.
Porque acompanhado sempre é melhor!!!

sábado, 3 de janeiro de 2009

4 de janeiro!



Minha esposa ganha hoje mais um ano de vida.

Sabe?
Ás vezes me pego pensando como sou um cara sortudo.
Não sei se conheço alguém com maior sabedoria que ela. Digo assim ao vivo e a cores...
Ainda, é uma pessoa ultra ponderada que SEMPRE sabe o que fazer e o que falar.
Odeia perder no pingue-pongue. Deixo ela ganhar de vez em quando pra deixá-la animadinha.

Meus filhos tem a melhor professora do mundo em casa, e recebo elogios diários em relação à educação deles. O Enzo usa o plural tão corretamente que às vezes manda um "s"num lugar altamente inesperado. A Memê fala obrigado até pro cachorro do vizinho. O que mais me admira são as altas conversas que a Lá tem com as crianças quando quer explicar algo pra elas.
Mas, o melhor de tudo é a alma que ela tem.
Deus caprichou quando estava trabalhando nessa alma.

Ah, e todo 4 de janeiro me lembro que quem ganhou o presente de aniversário fui eu.
Te amo minha Lá.

Dario

sábado, 13 de dezembro de 2008

MEMELICIOUS AOS 3


Filhos nos ensinam a amar incondicionalmente.
Filhos nos resgatam do nosso poço profundo do egoísmo.
Filhos nos fazem calar e repensar nossas palavras várias vezes ao dia.
Filhos nos mostram o caminho da simplicidade e a beleza que há em seu percurso.
Filhos nos alimentam com amor, nos embebedam com sua espontaneidade, nos desarmam com seu olhar terno.
Filhos nos recompõe com um abraço, nos revigoram com um beijo.
Filhos despertam em nós uma ferocidade desconhecida, uma coragem avassaladora.
Nossa filha fez 3 aninhos ontem. E, fez-me relembrar a alegria e paz que senti ao vê-la pela primeira vez. Fez-me enxergar que aprendo com ela muito mais que ensino.
Aimê, que significa muito amada, na verdade tem significado para mim "muito amor". Nada melhor do que chegar em casa e ver aqueles bracinhos abertos me esperando.

PARABÉNS FILHOTA!! TE AMAMOS IMENSAMENTE.

P.S.: Memelicious é o apelido da Aimê!
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