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domingo, 1 de fevereiro de 2009

Quando a vaca foi pro brejo?



Esses dias atrás estava lendo um post em algum blog e, ao escrever um comentário, caí na real.
A crise aqui no Brasil sempre existiu, pelo menos pra minha família.
Desde que tenho qualquer tipo de memória lembro de meu pai sempre apertado. De sempre ter que vender o único carro pra pagar as dívidas de escola, cheques de clientes que haviam sido devolvidos (meu pai sempre teve este problema em seus negócios), cruzeiro, cruzeiro novo, cruzado, cruzado-novo, URV, e por fim o Real.
Lembro-me da inflação a mil!!!! Chegava no supermercado pra comprar chocolates Surpresa (meu favorito) e já tinha que voltar pra casa pegar mais dinheiro porque não era mais o preço de ontem. Nascemos e crescemos em uma crise!

Lula diz que a crise chegará aqui muito enfraquecida. Será que alguém lhe avisou sobre os 600 mil postos de trabalho perdidos somente em dezembro??

Todo dia vejo as manchetes... Sony teve lucro 95% menor no ano de 2008. Empresa demite 25.000 empregados. Starbucks fecha 300 lojas no mundo. E por aí vai. É assustador e pouco a pouco vemos o mundo inteiro se afundando.

Só uma coisa me conforta:
Somos PHDs em crise. Nossos currículos são riquíssimos...

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

CRISE NOS EUA

Todos nós estamos acompanhando as notícias sobre a crise nos EUA. E, acredito que em alguns momentos fica meio difícil entender toda a situação.
Recebi este e-mail e achei ótima a explicação. Tudo começa no "bar do seu Benê".

http://takox.blog.ipcdigital.com/wp-content/uploads/2008/03/cadernoa77.jpg

Explicando a crise dos EUA de maneira caseira

O seu Benê tem um bar, na Vila Capanema, e decide que vai vender cachaça 'na caderneta' aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Benê, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer. Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Benê). Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bebum da Vila Capanema não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Benê vai à falência.
E toda a cadeia vai pro saco...
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