Americanos apaixonados pelo Brasil e suas cores, nos dão o agrado de sua presença uma ou duas vezes ao ano.
Amam churrasco, arroz com feijão, picanha, Skol, pão-de-queijo, nossas frutas frescas e saborosas. Fugitivos do frio, deliciam-se com o Sol do verão brasileiro. Acham interessantes alguns costumes, apreciam Caetano e Jobim, sentem-se lisonjeados com nossa hospitalidade.
Eu, que na adolescência era arredia a tudo que era americano e advindo daquele país imperialista, tive que passar meus primeiros 3 meses de casamento morando na casa dos Elkins. Êta ironia do destino! Tive que engolir a " cultura imperialista" a seco.
Mas, para meu espanto, a casinha azul de madeira, na pequenina e quieta Bourbonnais, uma cidadezinha ao norte de Illinois, era "full of love". Tanto amor que derreteu todo meu preconceito. Tanto amor que calou todo meu discurso antiimperialista. Tanto amor que abriu meus olhos e possibilitou-me ver os seres humanos por trás da "carcaça" americana. Um amor que ensinou-me sobre respeito, dignidade, responsabilidade, patriotismo e altruísmo.
São inegáveis as ações selvagens do governo americano para dominar e explorar outros países, mas é insensato atribuir a todo e qualquer cidadão americano a culpa por esses atos. Insensato também é odiar um povo sem uma convivência íntima que possibilite conhecer sua cultura, seu modo de pensar e seu dia-a-dia.
Hoje, com meus olhos lapidados pela vida, consigo enxergar algo além do que as lentes do preconceito me permitiam. Sr. e Sra. Elkins tornaram-se nossa família. E juntos aprendemos a tolerar nossas diferenças e celebrar uma amizade sem fronteiras.
















