
Estamos meio ausentes... na verdade, estamos focados no aqui e agora, para não enlouquecermos. Visto que vamos apenas em Fevereiro, e isto gera uma certa ou muita ansiedade (para ser mais sincera), estamos concentrados em fazer ou terminar o que há por aqui.
Bem... não há muitas novidades, mas vamos lá:
- nossa conta no HSBC Canadá já está aberta e recebemos também os cartões de crédito canadenses... isso nos deixa mais tranquilos;
- segunda o Dá vai fazer a entrevista para tirar o visto americano (o dele e o da Aimê) e eu vou junto para Sampa pois quero me despedir de alguns amigos;
- já arrumamos um cantinho amigo para ficarmos alguns dias em Van, até o dia em que entramos no hotel, dia 1º de Março, e começamos a caça ao lugar para moramos;
- continuamos na batalha pela venda da nossa casa. Algumas propostas tem surgido, mas ainda esperamos pela irrecusável;
- adoramos essa época natalina, então já enfeitamos nossa árvore e arrumamos nosso "cantinho natalino" aqui em casa com a ajuda das crianças.
Tenho lido o blog do pessoal que já está no Canadá, e percebi em alguns, um certo desânimo, mesmo que passageiro, ou o relato de desafios e dificuldades em algumas áreas. O fato é que não é fácil, nem aqui, nem lá. Por mais que o Canadá seja melhor em alguns âmbitos, a vida de qualquer ser humano é cheia de surpresas, imprevistos, injustiças, desigualdades. Não importa o lugar, basta apenas estar vivo. Mas, sempre trago à minha memória esse pensamento: podemos escolher a forma como olhamos para um problema. Podemos nos deixar consumir por ele, esgotar nossas energias até nos sentirmos fracos e desesperançosos, ou PODEMOS ENXERGÁ-LO COMO UMA OPORTUNIDADE. Apesar de ser bem mais fácil entrar num processo de auto-comiseração e se desgastar, é muito mais vantajoso aprender e crescer através dos momentos difíceis. É tudo questão de escolha.
No livro do Rubem Alves, Ostra feliz não faz pérola, há uma passagem em que ele fala sobre a maneira como os gregos encaravam as tragédias: seriamente. Para eles, tragédia era tragédia. E mesmo com esse sentimento trágico da vida, não sucumbiam ao pessimismo, porque eram capazes de transformar TRAGÉDIA EM BELEZA.
"A beleza não elimina a tragédia, mas a torna suportável. A felicidade é um dom que deve simplesmente ser gozado. Ela se basta. Mas ela não cria. Não produz pérolas. São os que sofrem que produzem a beleza, para parar de sofrer."
E ele ainda nos lembra que Beethoven, completamente surdo, no fim da vida, produziu uma obra que canta a alegria...
E, nessas muitas histórias de imigrantes que temos acompanhado, quantas lindas pérolas temos encontrado.
Abraços a todos e um ótimo fim de semana!
Lá



