quinta-feira, 11 de setembro de 2008

The Falling Man


Em 11 de setembro de 2001, uma das mais ousadas e cruéis ações terroristas de toda a História aconteceu. Nesse dia, o mundo inteiro,
perplexo, acompanhou o ataque que pôs abaixo um dos símbolos do poderio econômico norte americano: as torres gêmeas do World Trade Center (WTC). Pelo local costumavam transitar cerca de 200 mil pessoas, 50 mil dos quais trabalhadores. O WTC tinha, no subterrâneo, um dos grandes entroncamentos de trens urbanos da cidade de Nova York.

Momentos mais tarde, em Washington, o Pentágono, Sede do Ministério da Defesa e do Comando das Forças Armadas dos Estados Unidos, também era atacado.
Hoje, após 7 anos, sem a fumaça dos destroços e o sangue dos inocentes, podemos visualizar melhor as mudanças geradas por essa catástrofe.

"Um clima de insegurança se propagou, a vigilância sobre as pessoas cresceu e atividades como programar uma viagem e embarcar num avião já não são lúdicas e prazerosas quanto antes. Outras atingem valores e visões de mundo. A religião se misturou novamente de maneira perigosa com a política, o Ocidente e o Islã se chocaram. Outras, ainda, dizem respeito às relações internacionais. Na resposta à ameaça terrorista, os Estados Unidos se assumiram como império, e isso teve impacto em suas relações com todos os demais países – sejam eles aliados, sejam eles inimigos." (Revista Veja, 06 de setembro de 2006)


Mas, apesar das consequências globais, o que mais chama minha atenção, até hoje, são as histórias das pessoas mortas naquele dia.
A foto acima, The Falling Man, não é tão conhecida, pois na época os jornais americanos preferiram boicotá-la para não piorar o estado de choque da população, traumatizada com os acontecimentos.
Essa imagem, captada pelas lentes do fotógrafo Richard Drew, possui uma estranha quietude. Esta foi apenas uma das várias pessoas que, entre a opção de tentar sair das salas onde se encontravam, para escadas em chamas e destruídas, optaram por saltar pelas janelas.

O documentário, 9/11: The Falling Man, dirigido por Henry Singer, tenta identificar esse homem. Mas, acredito que a impossibilidade de identificação é mais importante do que a descoberta. Afinal, apesar de sua particularidade, essa imagem tornou-se um símbolo. Representa as centenas de pessoas que perderam sua vidas. Representa a possibilidade de escolha, mesmo que essa escolha seja optar pela maneira que se vai morrer. Representa um ser humano, em seus últimos instantes de vida. Por isso o silêncio,o impacto e a inquietação.

(...)

**Ele foi identificado como o engenheiro de som Jonathan Briley, de 43 anos, que trabalhava em um dos restaurantes da Torre Norte do World Trade Center.


2 comentários:

Ninha disse...

Isso é no mínimo triste, comovente e perturbador...credo, quanto desespero que até hoje nso leva a um sentimento vazio quando ouvimos ou lemos algum comentário. Muito bem lembrado, parabéns !

Abraços,

Ninha e Dodo

Sandro e Família disse...

Dario

Como você escreveu essa data ficará para sempre marcada nas nossas memórias.

A escolha é uma das dádivas dos seres racionais e por isso escolhemos tentar um futuro melhor para nossa família em Vancouver.

Será um prazer conhecê-los quando chegarem por lá.

Abração

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