segunda-feira, 24 de novembro de 2008

DESABAFO



Ontem fui acometida por um medo perturbador.
Apesar de estarmos no início do processo, minha cabeça fica girando imaginando as mil coisas novas, entre boas e difíceis, as quais teremos que enfrentar. O desafio de reiniciar a vida, praticamente do zero também parece uma sala de tortura sem saída. Procurar uma casa para morar sem conhecer a cidade, arranjar um bom emprego, arranjar um médico de família... tudo isso em alguns dias parece um desafio com porte de um gigante. E, para mim, a pergunta que sempre fica: e as crianças? Queremos encarar essa empreitada pensando num futuro melhor para elas. Será que essa decisão é a melhor? Meu maior medo é em relação aos filhotes, sempre.

Hoje acordei animada novamente. A manhã quente me acolheu e renovou minhas esperanças. A tempestade de angústia que me sufocava ontem deu lugar a uma brisa agradável.
Não sei quantos de vocês já passaram por isso, nem com que frequência. Mas, para mim foi a primeira vez e espero que a última. Não quero desistir, nem acreditar que exista desafio grande demais que não possa ser superado. Acredito acima de tudo em conquistas através de esforço, dedicação, trabalho e determinação. E que os medos, incertezas, desânimos e erros são ferramentas que Deus usa para nos lapidar, aperfeiçoar e preparar para a nossa caminhada.

Deixo aqui alguns pensamentos de encorajamento:

"Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca."

Oswaldo Montenegro


"Daqui a alguns anos você estará mais arrependido pelas coisas que não fez do que pelas que fez. Então solte suas amarras. Afaste-se do porto seguro. Agarre o vento em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra.

"Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo."

Mak Twain

7 comentários:

César, Valéria, Lara e Anaclara disse...

Sempre pense positivo. Tudo que você quiser, você pode ter.

Mariana disse...

Ai meu deus!!! As vezes vcs me deixam com uma sensação de total irresponsabilidade.
Mesmo agora, vendo a luz no final do tunel, eu estou tranquila em relação às mudanças.
O que mudou agora foi esta sensação de nostalgia que tenho sentido o tempo todo. De certa forma já comecei as despedidas e quando faço alguma coisa que pode ser pela última vez os olhos se enchem de lágrimas e fico tentando prolongar ao máximo.
Mas acho prudente pensar sim, repensar e ter certeza de que é isso que se quer, mas mais importante que tudo, acho que é ter em mente que nada é definitivo e que vc tem todo o direito de desistir ou voltar atrás em qualquer momento. O que importa é que vcs estejam felizes, lá ou aqui.

Abraços

Sergio disse...

Larissa,
não sei o que o google fez mas não sei de onde saiu esta Mariana. Fui eu, Marilena, quem escreveu o comentário...

Marilena

Sandro e Família disse...

Entendo bem o que sentiu pois já passamos por isso algumas vezes durante o longo e agoniante processo.

Não sei se vai te animar, mas depois de 2 semanas aqui em Vancouver vendo a vida entrando no seu rumo hoje tenho uma certeza ainda maior de que fizemos a escolha certa para nossos filhos, e posso te garantir...VALE A PENA.

Abraço

Rogério disse...

Isto aconteceu demais comigo!!!

Ficar pensando como será a vida para os meninos, começarmos nossa vida tudo de novo, agora que estamos recebendo tudo aquilo que plantamos... não é fácil.

Mas quando vemos a felicidade das crianças em ver a neve e todas as coisas boas que eles conhecem e podem ter para o futuro, muita coisa passa...

De toda forma, a angústia não terminará, apenas aprenderemos a viver com ela, ;o)

Abração e força sempre!

Rogério Lima

PRGMELLO disse...

Volta e meia tenho estes pensamentos, mesmo sem ter filhos fico pensando em tudo que deixarei para trás, mas logo depois a sanidade retorna e vejo que estou no caminho certo.
Pense positivo e caso não conheça, recomendo ver/ler "O Segredo"... é uma força e tanto.
Abraços.

Anônimo disse...

Eu tb oscilo muito. Tem semanas que estou super animada, com certeza que vai ser ótimo mudar para Vancouver. Em outras semanas morro de medo de não conseguir me adaptar e principalmente morro de medo de faltar algo para meus filhos lá. Bom, isso deve ser normal, grandes mudanças, grandes sentimentos,
bjs
Marcia

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