sábado, 24 de outubro de 2009

INTO THE WILD E O ÍMPETO DE IMIGRAR


Ao abrir o computador disposta a escrever sobre esse fascinante filme, em português intitulado Na Natureza Selvagem, deparei-me com o post do Dá sobre o mesmo assunto. Tudo bem... afinal esse filme merece não apenas um post, mas vários até, pois ele concentra em si vários aspectos da ânsia do ser humano, bem como nossa fragilidade em meio a uma sociedade tão caótica, desigual e paranóica. É possível expandir os assuntos nele abordados e passar boas horas numa reflexão que nos escancara nossas próprias ânsias, medos e motivações de imigrar para um outro país.

Assim como Christopher McCandless, o estudante rescém formado que se entrega numa aventura em busca do novo, e por que não dizer, em busca de si mesmo, ao viajar pelos EUA, a pé, num estilo "sem eira nem beira", acredito que nossas aspirações ao imigrar para outro país ressoam um grito de liberdade e renovação interior.

Há um pano de fundo, evidenciado aos poucos para o telespectador, que revela um sentimento de fuga na jornada daquele jovem. Daí indaguei a mim mesma se haviam algumas situações das quais eu queria fugir ou se queria apenas ampliar meus horizontes e conhecer novos mundos, além de usufruir de oportunidades que aqui são aparentemente inexistentes.

No fundo, acredito que haja de tudo um pouco: o desejo de desbravar novas terras, experimentar caminhos diferentes, ver o mundo com os próprios olhos, fugir daquilo que nos incomoda. E esse incômodo tem muitos nomes: violência, insegurança, indignação, desigualdade, e por aí vai.

O protagonista não vê nas relações entre as pessoas nenhuma beleza, e sim na relação do homem com a natureza. Mas, no final de sua jornada, evidencia a lição que aprendeu "O HOMEM SÓ É PLENO QUANDO A FELICIDADE É COMPARTILHADA."

O filme é simples, encantador e confronta nossos valores, dogmas e paradigmas. Há um certo radicalismo em suas atitudes, e para alguns até algo de estúpido, como aventurar-se em terras geladas como as do Alaska, sem o devido preparo (quem já não foi tido como estúpido por querer imigrar?). Mas, destituído do espírito crítico ao extremo (aquela mania dos críticos verem apenas os pontos negativos), vale a pena ver e ver-se. Afinal, os pensamentos de Chris parecem um espelho de nossos próprios pensamentos.

Abraços a todos!!!!

4 comentários:

Mariana disse...

Eu já perdi a conta de quantas vezes assisti este filme. Já li o livro e acabei virando fã também do Jack London. É claro que o "Supertranp" era muito radical para o meus gosto, mas de certa forma eu o entendia perfeitamente e consegui encontrar em mim muitos outros motivos de fuga além da violência.
É realmente um filme maravilhoso e eu sou louca pela trilha sonora feita pelo Eddie Vedder (se bem que sou fã dele).

bj

César, Valéria, Lara e Anaclara disse...

O filme é realmente espetacular, o livro também é um show.

E a vida segue...

Unknown disse...

nossa, gostei do tema.. vou ver....

tava pensando nisso hj... "o sentido das coisas"....

beijcoas

Gleydson disse...

Oi Lá! Contagem regressiva!!! :-)

Obrigado pelas visitas!

Sobre "Into the Wild", excelente filme. O bonito é ver a conclusão pura e simples do isolamento. Que graça tem ser feliz sozinho? ;-)

Abraços!

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