Fico sempre com receio de ser precipitada em minhas conclusões e expor ideias erradas acerca do Canadá.
Mas, também ao deixar de expô-las, posso estar perdendo a oportunidade de compartilhar boas e más experiências que constróem nossas vidas aqui. Para evitar julgamentos alheios: pode ser que daqui algum tempo pensemos de outra forma, que tenhamos uma outra perspectiva. Mas por enquanto:
- nossa bandeira do Brasil (aquelas de carro) foi roubada. Decepção total!! Nossa rua é super movimentada, e temos um certo receio de que entrem na nossa casa. Achávamos que seria mais seguro aqui. Lógico que o tipo de criminalidade é diferente da que ocorria na cidade em que morávamos no BR, mas que ocorre, ocorre.
- amamos o local em que moramos, mas achamos pouco provável comprarmos aqui nosso primeiro imóvel, já que North Vancouver é uma das regiões mais caras para se morar, depois de downtown e West Vancouver. Aliás, Vancouver e arredores são muito caros, se comparados à outras cidades do país.
- as relações com os canadenses são cordiais, mas ainda é difícil nos aprofundarmos nas amizades. Ficamos nos perguntando se eles não tem interesse ou se é sem intenção. Percebemos alguma rápida curiosidade sobre o BR, e é só. Por outro lado, tem sido bem fácil nos aproximarmos de outros imigrantes. Se já percebi algum preconceito? Só por parte de brasileiros! (hahahha)
- gostamos do frio, mas a chuva incessante daqui já nos fez pensar em procurarmos outros lugares para morar. Chega a ser irritante.
- as oportunidades para nossos filhos são infinitas, reais e diversas. Isso faz o sacrifício valer a pena.
- exceto pelo preço do sushi, comer fora é caro e raramente bom para nosso paladar acostumado com churrasco, vinagrete e farofa. Tem coisinhas boas por aí, mas a comida brasileira é campeã!
- estamos satisfeitos com as oportunidades de trabalho (refiro-me ao marido, pois eu ainda estou cuidando das crias). O primeiro emprego dele foi HORRÍVEL. Ambiente hostil, salário baixo, poucos funcionários e uma gerente que adorava torturar psicologicamente os subordinados. Três deles não suportaram e se mandaram, e o marido que estava por enlouquecer, caiu fora também. O nível da baixaria chegava a maus tratos em frente aos clientes e todo o tipo de desrespeito, como o não cumprimento do horário do almoço. E por que a satisfação? Porque de qualquer forma, ele obteve a experiência canadense, e aprendeu a trabalhar sob pressão.
O segundo emprego surgiu por meio de um anúncio no jornal. Eu vi, falei para o marido e lá foi ele para a "entrevista em massa". Saiu de casa totalmente "desencanado", achou que era apenas mais um survival job. Poderia até ser. Mas, já na entrevista, houve uma empatia com os gerentes da empresa, e na primeira semana de trabalho, a possibilidade real de crescimento. O marido foi até agora, a primeira contratação, das duas únicas ocorridas na loja, de uma equipe inicial de 120 pessoas. Foi promovido para líder de setor, teve aumento do salário, efetivação com benefícios (assistência médica,odontológica e seguro de vida). O ambiente de trabalho é ótimo. A equipe é tratada com respeito, são motivados e elogiados. E para o marido, o recado claro: "Dê o sangue porque você tem grandes chances aqui".
No geral, estamos muito satisfeitos. Mas, os desafios continuam. Otimismo é o vento que move nossa vida. Manter o foco no que nos trouxe aqui nos faz sermos agradecidos pelo que alcançamos até agora.
Somos gratos a Deus por cada momento vivido nesse país, bons e maus, com altos e baixos, porque essas dores nos tem permitido crescer, amadurecer e a nos reestruturamos emocional e pessoalmente.
Mas, também ao deixar de expô-las, posso estar perdendo a oportunidade de compartilhar boas e más experiências que constróem nossas vidas aqui. Para evitar julgamentos alheios: pode ser que daqui algum tempo pensemos de outra forma, que tenhamos uma outra perspectiva. Mas por enquanto:
- nossa bandeira do Brasil (aquelas de carro) foi roubada. Decepção total!! Nossa rua é super movimentada, e temos um certo receio de que entrem na nossa casa. Achávamos que seria mais seguro aqui. Lógico que o tipo de criminalidade é diferente da que ocorria na cidade em que morávamos no BR, mas que ocorre, ocorre.
- amamos o local em que moramos, mas achamos pouco provável comprarmos aqui nosso primeiro imóvel, já que North Vancouver é uma das regiões mais caras para se morar, depois de downtown e West Vancouver. Aliás, Vancouver e arredores são muito caros, se comparados à outras cidades do país.
- as relações com os canadenses são cordiais, mas ainda é difícil nos aprofundarmos nas amizades. Ficamos nos perguntando se eles não tem interesse ou se é sem intenção. Percebemos alguma rápida curiosidade sobre o BR, e é só. Por outro lado, tem sido bem fácil nos aproximarmos de outros imigrantes. Se já percebi algum preconceito? Só por parte de brasileiros! (hahahha)
- gostamos do frio, mas a chuva incessante daqui já nos fez pensar em procurarmos outros lugares para morar. Chega a ser irritante.
- as oportunidades para nossos filhos são infinitas, reais e diversas. Isso faz o sacrifício valer a pena.
- exceto pelo preço do sushi, comer fora é caro e raramente bom para nosso paladar acostumado com churrasco, vinagrete e farofa. Tem coisinhas boas por aí, mas a comida brasileira é campeã!
- estamos satisfeitos com as oportunidades de trabalho (refiro-me ao marido, pois eu ainda estou cuidando das crias). O primeiro emprego dele foi HORRÍVEL. Ambiente hostil, salário baixo, poucos funcionários e uma gerente que adorava torturar psicologicamente os subordinados. Três deles não suportaram e se mandaram, e o marido que estava por enlouquecer, caiu fora também. O nível da baixaria chegava a maus tratos em frente aos clientes e todo o tipo de desrespeito, como o não cumprimento do horário do almoço. E por que a satisfação? Porque de qualquer forma, ele obteve a experiência canadense, e aprendeu a trabalhar sob pressão.
O segundo emprego surgiu por meio de um anúncio no jornal. Eu vi, falei para o marido e lá foi ele para a "entrevista em massa". Saiu de casa totalmente "desencanado", achou que era apenas mais um survival job. Poderia até ser. Mas, já na entrevista, houve uma empatia com os gerentes da empresa, e na primeira semana de trabalho, a possibilidade real de crescimento. O marido foi até agora, a primeira contratação, das duas únicas ocorridas na loja, de uma equipe inicial de 120 pessoas. Foi promovido para líder de setor, teve aumento do salário, efetivação com benefícios (assistência médica,odontológica e seguro de vida). O ambiente de trabalho é ótimo. A equipe é tratada com respeito, são motivados e elogiados. E para o marido, o recado claro: "Dê o sangue porque você tem grandes chances aqui".
No geral, estamos muito satisfeitos. Mas, os desafios continuam. Otimismo é o vento que move nossa vida. Manter o foco no que nos trouxe aqui nos faz sermos agradecidos pelo que alcançamos até agora.
Somos gratos a Deus por cada momento vivido nesse país, bons e maus, com altos e baixos, porque essas dores nos tem permitido crescer, amadurecer e a nos reestruturamos emocional e pessoalmente.

8 comentários:
Oi Lá, o melhor pra mim do blog e poder voltar e ler o que eu escrevi e ver se mudei meus pensamentos ou não. De qualquer forma não existe certo e errado nessa historia né? Cada um pensa e sente de um forma diferente. Parabéns pelas conquistas do Dario. bjo
Oi Lá,
adoro Bossa Nova e achei o nome do blog de vocês super original! Estou adorando ler o blog.
Eu vivo em Toronto há quase dois anos. Gosto muito daqui, mas as vezes bate uma saudade do Brasil (mais da família e dos amigos queridos). Nessas horas, as comparações são inevitáveis e a gente começa a refletir sobre os prós e os contras de imigrar…
Agora falando sobre amizades… No Brasil eu morava no interior (nasci em Campinas e estudei em Piracicaba). Quando eu me formei mudei para Sampa. O meu primeiro ano lá, não foi diferente daqui não... Foi difícil pra arrumar emprego e fazer amizades. Eu lembro de comentar que eu me sentia uma estrangeira no meu próprio país rsrs. Com o tempo, fui fazendo amigos, conhecendo os amigos dos amigos, namorando e no final da minha estadia lá (quando mudei pra cá), eu já estava super habientada e tinha adotado Sampa como a minha cidade do coração ☺
Lá, desejo tudo de bom pra vocês! Que o “vento do otimismo” esteja sempre presente e que os leve a caminhos maravilhosos.
Um abraço,
Mariana Duarte
marianaoz@yahoo.ca
É sempre bom de vez em quando fazermos um balanço da jornada por aqui, e como a Simone disse cada um pensa diferente e o importante é respeitar essa diferença.
Fico muito feliz pelas conquistas profissionais do marido e quem sabe o verão de Vancouver faça mudar um pouco a idéia sobre o clima daqui..rss !!
Abraço
Que felicidade ver o que vocês conquistaram. Especialmente o emprego do maridão. Que ele continue crescendo na empresa. Sucesso pra vocês sempre.
E a vida segue...
Oi Lá, tudo bem com vocês?
Fiquei um pouco triste de ler o que aconteceu com sua bandeirinha do Brasil, mas de todos os males, o menor, não é mesmo? Compra-se outra e tudo resolvido.
Por outro lado, fico muito feliz em ver que as coisas estão se ajeitando para vocês! E cada dia que passa, vai ficando melhor! Torço muito por vocês!
Beijos e abraços em todos,
Vitor
olá!!
fico feliz que esteja tudo bem por aí! os altos e baixos fazem parte da vida, não é mesmo? se fossem somente altos a vida não teria graça.
tudo de bom pra vcs, estou ansiosa para conhecê-los no ano que vem!
Oi La,
Acho q em qualquer lugar do mundo vamos ter q lidar com os "altos e baixos". Na minha opiniao faz parte da vida e este desafio de tentar o equilibrio,nos concede mais combustivel pra lutarmos por nossos sonhos e projetos de vida.
O bom e saber qque Deus esta com vcs e tem suprido tudo. Como e bom ver as fotos dos seus pimpolhos alegres, felizes se divertindo com liberdade e segurança.
Bjim, Neuzinha
Oi Família Frozen!
Não sou imigrante e então não posso entender essa situação, mas sei como mudanças são difíceis de sempre vividas. Mas tenha sempre ânimo!!! Aos poucos vão se ambientando e adotando esse lugar como sendo realmente de vcs! A chuva de Vancouver é fogo mesmo e irrita, mas veja como o pessoal daí, quem nem liga e faz tudo que tem que fazer na chuva mesmo! Quanto a comida, não sei se vcs curtem, mas a comida coreano é boa pra caramba e tem preço bom. Adoro o blog de vcs! Bjs, michelle.
Postar um comentário