domingo, 28 de setembro de 2008

POR UM LUGAR MELHOR


"Que coisa entendeis por uma nação, Senhor Ministro? é a massa dos infelizes? Plantamos e ceifamos o trigo, mas nunca provamos pão branco. Cultivamos a videira, mas não bebemos o vinho. Criamos animais, mas não comemos a carne. Apesar disso, vós nos aconselhais a não abandonarmos a nossa pátria? Mas é uma pátria a terra em que não se consegue viver do próprio trabalho?" (resposta de um italiano a um Ministro de Estado de seu país, a propósito das razões que estavam ditando a emigração em massa)


Interessantes as críticas e olhares condenativos em relação à nossa decisão. Os mesmos olhares desconfiados são "frutos" da imigração de outros sonhadores (em circunstância bem menos segura que a nossa). Mas é provável que eles não tenham consciência desse fato. Já vou explicar.

Meu avô, Antônio Nunes, veio aos 4 anos, com a família, para o Brasil. Deixaram a Europa caótica do pós guerra, mais especificamente a Iha da Madeira, para tentarem aqui viver em condições melhores. O avô do Dario, Dário Passarini, vivia em Verona, Itália, e ainda pequeno foi trazido pelos pais para o nosso país.

Eu consigo imaginar os olhos pequeninos desses dois seres mediante um mar infindável e rostos desconhecidos. Vou mais fundo em meus pensamentos e vejo a angústia estampada na face desses pais. Medo e esperança permeando os mesmos poros.
Sem escolaridade e extremamente pobres, não tinham a mínima idéia do que vinha pela frente. Não haviam recebido o visto de residente permanente, nem tinham dinheiro para sobreviverem os primeiros seis meses.

Foi tudo na raça. Imbuídos de uma esperança quase insana entraram naqueles navios lotados: "A viagem de até 30 dias da Itália para o porto de Santos era muito ruim. Os imigrantes vinham na terceira classe, nos porões dos navios. Havia superlotação, a comida era ruim e não havia assistência médica. Muitos morriam ainda na viagem." ( trecho extraído do site Projeto Gênesis - A Imigração Italiana no Brasil)
O cenário daquele época difere muito com o atual. Mas, acredito que as motivações e os anseios dos nossos bisavós em muito se assemelha com os nossos: melhores condições de vida, seja no âmbito financeiro, social ou empregatício.

E o que aconteceu com eles? NÓS somos a melhor resposta.
Nossos bisavós deixaram apenas uma herança para nossos avós: a ESPERANÇA. Assim, eles agarraram-na e investiram suas vidas no trabalho árduo. Fizeram um pé-de-meia.
Nossos pais foram criados com sacrifícios. Começaram a trabalhar bem jovens e conseguiram suas próprias conquistas profissionais. E nós reiniciamos o ciclo.


Em busca de um lugar melhor para se viver. E um lugar para se chamar de lar.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

TEXTO DO DIA



Sabe quando você lê um texto e te faz pensar, rir, analisar, rir novamente e pensar mais uma vez? Pois é, sempre dou de encontro com esses textos ou frases na internet ou em livros. Adoro reproduzir em algum lugar onde sei que pessoas vão ler (pelo menos acho que alguém lê este blog, além de mim mesmo e minha esposa - rsrsrs). Enfim, este aí achei num perfil de alguém no Orkut. Ah, a foto mal-tirada deste quadro de Warhol foi tirada por mim messss, viu?

Enjoy it!!!!

PS- está transcrito da mesma maneira que se encontra no original (CTRL + C, CTRL + V). Se houver algum tipo de coisa errada vai deixar minha esposa doida... ela adora corrigir textos, deveria ter sido professora de português e maltratar menininhos da quarta série!!!!!

"about me...about you...about us....Dizem q a inveja é uma merda!!!... CONCORDO!!!!.. mas adoraria ter toneladas da paixão explícita de Tom Jobim, quilos da pureza musical de Cole Porter, potes e mais potes das impressionantes cores de Claude Monet, muitos 15 minutos de Andy Warhol, um mínimo do menos que é mais de Mies van der Hohe, apenas um neurônio de Leonardo da Vinci, compor uma linha de uma estrofe de qualquer música do Cazuza, um pouco da coragem daquele ensandecido que se colocou a frente daquele pelotão de tanques de guerra na Praça celestial em Pequim, algumas horas da vida de Alexandre O Grande, botar cicuta na mamadeira de Adolf Hitler, um alinhavo de Christian Dior, um flash de Lady Diana Spencer, um fotograma de Charlie Chaplin e...por fim; ( se bem q tem muito mais ), apesar de Judas não ser político, ofereceria para ele, 60 moedas de prata, para ele ficar apenas sentadinho e de boca fechada!"

terça-feira, 23 de setembro de 2008

CANADIAN MAGAZINES

Pode parecer tolo para alguns, mas para mim toda informação é válida.
Para quem gosta de revistas, como eu, aí está uma listagem das revistas canadenses que achei mais interessantes.


CHATELAINE - parece que é a preferida das mulheres canadenses. Tem o jeitão da Revista Cláudia, com editoriais sobre moda, filhos, saúde, beleza, decoração, comida, entretenimento, relacionamentos e carreira.

FLARE - para a mulherada antenada. Um dos editoriais é celebridades, então já dá pra ter uma idéia, ?? A revista é mais ousada e se auto-define como inspiração para que as mulheres expressem seu estilo próprio usando todos os recursos disponíveis no Canadá."

GLOW - versão canadense da Gloss.

HELLO! - para quem curte o gênero Caras (eu apenas gosto quando vou ao dentista).

LOULOU - com edições em francês e inglês. Dá boas dicas de compra no Canadá e tem tudo sobre moda, bem ao meu gosto.

MACLEAN'S- não sei como é a linha editorial, mas o estilo é o mesmo da Veja. Leitura imprescindível.

MONEY SENSE - tudo sobre finanças e investimento monetário.

PURE - é a primeira revista de beleza e saúde em Quebec. Pure retrata a beleza simples da mulher. Layout clean como da Vida Simples. Ah... apenas em francês.

TODAY'S PARENT é indispensável para os pais. Eu sempre tento ler os artigos da Pais & Filhos, que segue o mesmo padrão.

URMAGAZINE - pra quem gosta de música e tecnologia. Tem de tudo: entrevistas com artistas, perfis, os melhores da música, etc e tal. Bem ao estilo da Rolling Stone.

OUR CANADA - Matérias sobre pessoas comuns do Canadá, suas histórias e vida. Parece bacana.

Se houver interesse em conhecer as demais revistas, entre no site: www.rogerspublishing.ca/index.html.


segunda-feira, 22 de setembro de 2008

INTERNET

http://tomahock.com/blog/wp-content/uploads/2008/02/global-internet.jpg

Aí está uma matéria interessante sobre como a Internet é imprescindível para quem está no processo de imigração. Legal também porque os entrevistados são conhecidos da blogosfera: a Renata e o Gustavo do Icebloggus e a Jeanne e o Pedro do blog As Invasões Bárbaras (acho que eles nem sabem da nossa existência, mas sempre acompanhamos esses blogs).
Relata também a importância dos blogs para se investir em novas amizades e para a troca de informações.
Acabei de ler na Folha Online, mas acho que saiu ontem (domingo). Vale a pena ler.

NOSSO QUERIDO PÉ DE IPÊ


Apesar dos planos de mudança, nossa vida é aqui e agora. Desde que nos propusemos a entrar para o programa de imigração deixamos uma coisa bem clara para nós mesmos: a vida segue em frente.
Não dá para adiar os compromissos, deixar de fazer melhoras na casa ou simplesmente congelar a vida. O momento é agora, apesar dos planos para o futuro. É um tanto inquietante essa situação, mas também um exercício de auto-controle da ansiedade.

Bem... amamos plantas e flores... e nossa casa estava bem "pelada". Assim, o Dá teve um acesso de loucura e comprou um pé de Ipê Amarelo, já bem grandinho aliás. Na hora eu achei uma esquisitice, apesar de adorar árvores. Ele chegou todo murchinho, meio "desfolhado", mas não é que o danado mudou o clima do nosso quintal?!
Tornou o ambiente mais aconchegante, e nos convidou para sentar em sua sombra.
Agora é esperar a próxima primavera para ver o espetáculo amarelo.

P.S. Provavelmente ainda estaremos aqui na próxima primavera, mas espero que seja a última no Brasil! Enquanto isso, continuamos plantando nossas sementes por aqui mesmo.

domingo, 21 de setembro de 2008

INFLUÊNCIAS


"Olha a bandeira do Canadá, papai!!!"
Foi assim que meu filho chegou correndo na sala pra me mostrar sua mais recente obra de arte.
O Enzo é uma criança muito antenada em tudo a sua volta... não podemos ficar falando de assuntos inapropriados ao seu lado.

Um dia no carro, enquanto falávamos da possibilidade de uma mudança de escola para os filhotes, pensamos que eles não estavam nos escutando pois estavam compenetradíssimos no DVD do Expresso Polar. As crias já assistiram um zilhão de vezes e sabem todas, "todas" as falas do filminho.
Pois bem. Ao buscá-los no dia seguinte na aula a diretora da escola veio me perguntar por que as crianças mudariam de escola sem ao menos conversar?!?!? Fiquei olhando pra ela pensando: "Meu... essa mulher é uma mãe Dinah da vida e deve estar lendo os meus pensamentos agora mesmo"!!!!!!!
Segundos mais tarde ela me disse que o Enzo havia falado para TODOS OS AMIGUINHOS E PROFESSORES sobre a sua mudança de escola...
Pois é, foi aí que começamos a falar tudo em inglês na frente das crianças quando o assunto é proibido !!!!!!

Este desenho aí em cima mostra que eles estão ligados em tudo, TUDO MESMO!!!!
Fomos tirar os passaportes na semana passada. Eles (Enzo e Aimê) foram dormir nos meus pais na quarta e contaram para os avós que havíamos pago a taxa para o processo do Canadá... Não precisa nem dizer que até agora (domingo) estamos ouvindo os urubussecandus nos falar de todas as experiências ruins do "sobrinho do tio daquela prima distante de terceiro grau que conhecemos no Natal de 1986" que está no Canadá com 3 empregos, pagando 4 mil dólares de aluguel e sofrendo o inverno rigoroso que chega a -80º C...

Enfim, tudo isso pra dizer que a bandeirinha do Canadá aí em cima foi a coisa mais gostosa da semana. Ele só tem 4 anos!!!!
PS: a bandeirinha foi desenhada normalmente para direita, na hora da foto ficou assim para esquerda.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

SCOTT MILLER






Estas são algumas obras do pintor Scott Miller (amamos seus quadros), que conhecemos quando moramos nos EUA. Na verdade eu conheci os quadros e as esculturas, enquanto o Dá teve a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente.
Infelizmente ele suicidou-se no começo deste ano. Mas deixou sua originalidade expressa nesses quadros.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

ENQUANTO ISSO

Enquanto aguardamos o passaporte, que ficará pronto na próxima segunda-feira, seguimos nossas postagens sobre nosso "universo particular", ou como diria Marisa..." infinito particular".

Esse post é em homenagem a minha amiga "ótima-dona-de-casa-moderninha" Adriana.
Eu e o Dá fizemos essa receita milhares de vezes, até enjoarmos. É facílima, e os amigos acham o máximo. Para quem gosta de carne, fica bem um filé grelhado na manteiga para acompanhar. Eu já acho que não é necessário nenhum acompanhamento... apenas um vinho Merlot, para o meu gosto, já que entendo picas de vinho!!


Penne ao Pesto de Tomate Seco e Rúcula

pesto 1/2 maço médio de rúcula 2 dentes de alho 1 xícara (chá) de tomate seco 8 colheres (sopa) de azeite de oliva 4 nozes médias sem casca sal a gosto massa 1/2 kg de penne 1 colher (sopa) de sal

Como Preparar

Limpe e lave o rúcula, seque-o, separe somente as folhas e os talos mais macios e reserve.

Descasque os dentes de alho e coloque-os no processador. Junte a rúcula, o tomate seco, o azeite de oliva e metade das nozes.

Pulse por 30 segundos, ou até obter uma pasta homogênea. Reserve. Coloque o macarrão numa panela com 5 litros de água fervente e o sal.

Cozinhe por 10 a 12 minutos, ou até a massa ficar al dente.

Retire do fogo, escorra a água e coloque nos pratos. Distribua o pesto e salpique o restante das nozes trituradas grosseiramente.

Sirva em seguida.

Extras:

Para uma versão ainda mais simples, prepare o penne apenas na manteiga e sirva com o filé de frango com gorgonzola. O acentuado sabor do queijo irá contrastar com a suavidade dos demais ingredientes.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Melissa no London Fashion Week



O London Fashion Week deste ano, que começou ontem, 14, e vai até quinta-feira, 19, será o cenário para o primeiro evento internacional da Melissa, com o lançamento do modelo criado por Zaha Hadid, arquiteta iraquiana radicada na Inglaterra.
Diferente daqui, em que as consumidoras são meninas de 15 a 25 anos, no exterior a Melissa tem outra cara, na linha descolada-chique: são mulheres maduras, na faixa dos 30 anos, que cobiçam a sandália de plástico.
Para ganhar status fora do País, a Melissa tem apostado em nomes reconhecidos internacionalmente, como os designers irmãos Campana e o egípcio Karim Rashid, o estilista brasileiro Alexandre Herchcovitch e a britânica Vivienne Westwood, a famosa criadora da moda punk - e do vestido de casamento de Carrie Bradshaw, a personagem de Sarah Jessica Parker no filme Sex and the City.


sábado, 13 de setembro de 2008

E POR FALAR EM MUDANÇA...

Eu (Dario), estava passeando pela internet quando dei de cara com isso:

''Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm
a forma do nosso corpo
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia.
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos.''
(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

The Falling Man


Em 11 de setembro de 2001, uma das mais ousadas e cruéis ações terroristas de toda a História aconteceu. Nesse dia, o mundo inteiro,
perplexo, acompanhou o ataque que pôs abaixo um dos símbolos do poderio econômico norte americano: as torres gêmeas do World Trade Center (WTC). Pelo local costumavam transitar cerca de 200 mil pessoas, 50 mil dos quais trabalhadores. O WTC tinha, no subterrâneo, um dos grandes entroncamentos de trens urbanos da cidade de Nova York.

Momentos mais tarde, em Washington, o Pentágono, Sede do Ministério da Defesa e do Comando das Forças Armadas dos Estados Unidos, também era atacado.
Hoje, após 7 anos, sem a fumaça dos destroços e o sangue dos inocentes, podemos visualizar melhor as mudanças geradas por essa catástrofe.

"Um clima de insegurança se propagou, a vigilância sobre as pessoas cresceu e atividades como programar uma viagem e embarcar num avião já não são lúdicas e prazerosas quanto antes. Outras atingem valores e visões de mundo. A religião se misturou novamente de maneira perigosa com a política, o Ocidente e o Islã se chocaram. Outras, ainda, dizem respeito às relações internacionais. Na resposta à ameaça terrorista, os Estados Unidos se assumiram como império, e isso teve impacto em suas relações com todos os demais países – sejam eles aliados, sejam eles inimigos." (Revista Veja, 06 de setembro de 2006)


Mas, apesar das consequências globais, o que mais chama minha atenção, até hoje, são as histórias das pessoas mortas naquele dia.
A foto acima, The Falling Man, não é tão conhecida, pois na época os jornais americanos preferiram boicotá-la para não piorar o estado de choque da população, traumatizada com os acontecimentos.
Essa imagem, captada pelas lentes do fotógrafo Richard Drew, possui uma estranha quietude. Esta foi apenas uma das várias pessoas que, entre a opção de tentar sair das salas onde se encontravam, para escadas em chamas e destruídas, optaram por saltar pelas janelas.

O documentário, 9/11: The Falling Man, dirigido por Henry Singer, tenta identificar esse homem. Mas, acredito que a impossibilidade de identificação é mais importante do que a descoberta. Afinal, apesar de sua particularidade, essa imagem tornou-se um símbolo. Representa as centenas de pessoas que perderam sua vidas. Representa a possibilidade de escolha, mesmo que essa escolha seja optar pela maneira que se vai morrer. Representa um ser humano, em seus últimos instantes de vida. Por isso o silêncio,o impacto e a inquietação.

(...)

**Ele foi identificado como o engenheiro de som Jonathan Briley, de 43 anos, que trabalhava em um dos restaurantes da Torre Norte do World Trade Center.


terça-feira, 9 de setembro de 2008

GRAÇA



O livro Quando os Anjos Silenciaram está na minha cabeceira. A noite leio as preciosas palavras de Max Lucado.
Nesse livro, ele relata a última semana de Jesus, numa perspectiva singular e sensível. Caminhar com Jesus em seus últimos dias nos permite conhecer e reconhecer quão maravilhosa foi sua passagem pela Terra e seus intentos.

Estou lendo também Maravilhosa Graça, de Philip Yancey. E, em algum momento, percebi que apesar dos assuntos abordados serem diferentes, há uma relação entre os dois.
Yancey discorre sobre a ausência da graça entre os cristãos. Lucado diz que " Os cristãos que se preocupam com ninharias acabam destruindo igrejas."

Eu entendo que a discussão proposta pelo primeiro autor é a consequência descrita pelo segundo.
A ausência da graça propicia um ambiente preocupado com os rituais, não com a intenção; com o cumprimento das regras ao invés da dispersão da graça; com a religiosidade aparente quando importa o coração. Daí o potencial destrutivo de uma igreja, infelizmente.

Não sou contra a igreja em momento algum. Acredito em sua importância, bem como acredito o quanto ela perdeu em finalidade. Concordo com ambos autores quando enfatizam a necessidade de se resgatar nas igrejas, nas famílias, na sociedade e no indivíduo, a condição inerente ao Criador: a GRAÇA.

Apenas a graça nos capacitará a sermos inclusivos, aceitando o homem em sua condição imperfeita, abraçando-o em suas limitações e mostrando o quanto somos transformados diariamente em Cristo. Apenas a graça romperá com tradições e regras desnecessárias que tornam os cristãos engessados e amedrontados. Apenas a graça nos levará a amar o marginalizado, a compreender as diferenças e respeitá-las. Apenas a graça nos livrará do preconceito, e da luta incessante por insignificâncias.

P.S. Recomendo o livro para cristãos e não cristãos.
A opinião exposta é minha e não dos autores, ok?
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