
"Que coisa entendeis por uma nação, Senhor Ministro? é a massa dos infelizes? Plantamos e ceifamos o trigo, mas nunca provamos pão branco. Cultivamos a videira, mas não bebemos o vinho. Criamos animais, mas não comemos a carne. Apesar disso, vós nos aconselhais a não abandonarmos a nossa pátria? Mas é uma pátria a terra em que não se consegue viver do próprio trabalho?" (resposta de um italiano a um Ministro de Estado de seu país, a propósito das razões que estavam ditando a emigração em massa)
Interessantes as críticas e olhares condenativos em relação à nossa decisão. Os mesmos olhares desconfiados são "frutos" da imigração de outros sonhadores (em circunstância bem menos segura que a nossa). Mas é provável que eles não tenham consciência desse fato. Já vou explicar.
Meu avô, Antônio Nunes, veio aos 4 anos, com a família, para o Brasil. Deixaram a Europa caótica do pós guerra, mais especificamente a Iha da Madeira, para tentarem aqui viver em condições melhores. O avô do Dario, Dário Passarini, vivia em Verona, Itália, e ainda pequeno foi trazido pelos pais para o nosso país.
Eu consigo imaginar os olhos pequeninos desses dois seres mediante um mar infindável e rostos desconhecidos. Vou mais fundo em meus pensamentos e vejo a angústia estampada na face desses pais. Medo e esperança permeando os mesmos poros.
Meu avô, Antônio Nunes, veio aos 4 anos, com a família, para o Brasil. Deixaram a Europa caótica do pós guerra, mais especificamente a Iha da Madeira, para tentarem aqui viver em condições melhores. O avô do Dario, Dário Passarini, vivia em Verona, Itália, e ainda pequeno foi trazido pelos pais para o nosso país.
Eu consigo imaginar os olhos pequeninos desses dois seres mediante um mar infindável e rostos desconhecidos. Vou mais fundo em meus pensamentos e vejo a angústia estampada na face desses pais. Medo e esperança permeando os mesmos poros.
Sem escolaridade e extremamente pobres, não tinham a mínima idéia do que vinha pela frente. Não haviam recebido o visto de residente permanente, nem tinham dinheiro para sobreviverem os primeiros seis meses.
Foi tudo na raça. Imbuídos de uma esperança quase insana entraram naqueles navios lotados: "A viagem de até 30 dias da Itália para o porto de Santos era muito ruim. Os imigrantes vinham na terceira classe, nos porões dos navios. Havia superlotação, a comida era ruim e não havia assistência médica. Muitos morriam ainda na viagem." ( trecho extraído do site Projeto Gênesis - A Imigração Italiana no Brasil)
O cenário daquele época difere muito com o atual. Mas, acredito que as motivações e os anseios dos nossos bisavós em muito se assemelha com os nossos: melhores condições de vida, seja no âmbito financeiro, social ou empregatício.
E o que aconteceu com eles? NÓS somos a melhor resposta.
Nossos bisavós deixaram apenas uma herança para nossos avós: a ESPERANÇA. Assim, eles agarraram-na e investiram suas vidas no trabalho árduo. Fizeram um pé-de-meia.
Nossos pais foram criados com sacrifícios. Começaram a trabalhar bem jovens e conseguiram suas próprias conquistas profissionais. E nós reiniciamos o ciclo.
Em busca de um lugar melhor para se viver. E um lugar para se chamar de lar.
Foi tudo na raça. Imbuídos de uma esperança quase insana entraram naqueles navios lotados: "A viagem de até 30 dias da Itália para o porto de Santos era muito ruim. Os imigrantes vinham na terceira classe, nos porões dos navios. Havia superlotação, a comida era ruim e não havia assistência médica. Muitos morriam ainda na viagem." ( trecho extraído do site Projeto Gênesis - A Imigração Italiana no Brasil)
O cenário daquele época difere muito com o atual. Mas, acredito que as motivações e os anseios dos nossos bisavós em muito se assemelha com os nossos: melhores condições de vida, seja no âmbito financeiro, social ou empregatício.
E o que aconteceu com eles? NÓS somos a melhor resposta.
Nossos bisavós deixaram apenas uma herança para nossos avós: a ESPERANÇA. Assim, eles agarraram-na e investiram suas vidas no trabalho árduo. Fizeram um pé-de-meia.
Nossos pais foram criados com sacrifícios. Começaram a trabalhar bem jovens e conseguiram suas próprias conquistas profissionais. E nós reiniciamos o ciclo.
Em busca de um lugar melhor para se viver. E um lugar para se chamar de lar.







